Ricardo Lume não poupa actual modelo do subsídio de mobilidade para as viagens

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O dirigente regional do PCP, Ricardo Lume, não poupou hoje críticas ao PSD e ao subsídio de mobilidade, numa iniciativa realizada pelo partido, junto ao Mercado dos Lavradores. Naquele local, os comunistas estabeleceram contacto com a população e movimentaram um abaixo-assinado a exigir um novo modelo de subsídio de mobilidade para as ligações aéreas entre a RAM e o continente.
“Uma das grandes promessas eleitorais de Miguel Albuquerque e do PSD dito “renovado” era a de resolver os problemas da mobilidade nas ligações aéreas entre a Região Autónoma da Madeira e o Continente, problema, esse que conheceu um súbito agravamento com a entrada em vigor do regime de liberalização das ligações aéreas e que muito têm prejudicado as populações deste arquipélago”, referiu Ricardo Lume.
No entender deste político, o PSD apenas remendou a legislação, criando mecanismos que só contribuiram para que as pessoas tenham cada vez mais dificuldades no acesso ao apoio à mobilidade para fazer face aos altos custos das viagens aéreas.
“Se um cidadão quiser viajar, continua a ser necessário adiantar o valor da viagem na sua totalidade, beneficiando do subsídio apenas algumas semanas depois de realizada a viagem.
Está a aproximar-se o Natal, época do ano em que muitos estudantes universitários que estão colocados em Universidades no Continente, mas também madeirenses que trabalham fora da Região, regressam à sua terra natal para passar esta época festiva com as suas famílias. Fazendo uma simulação, nos sítios da internet da TAP e da Easy Jet, podemos constatar, que um madeirense que queira viajar na quadra natalícia terá de pagar muito mais que os 86€ prometidos pelo Governo Regional”, conclui Ricardo Lume.
Uma viagem na companhia Easy Jet, sem bagagem, com partida de Lisboa a 22 de Dezembro e regresso a 2 de Janeiro, custa 486,98€, se pretender trazer uma bagagem de porão terá de pagar mais 30,55€. Por sua vez uma viagem nos mesmos dias na TAP custa 520,80€, já com bagagem de porão incluída. Estas são as simulações com preços mais económicos, e mesmo assim é de fácil constatação que muitas famílias madeirenses não têm capacidade financeira para comprar viagens a este valor, conclui o PCP.

Ora, tendo em conta que o actual modelo de subsidio de mobilidade apresenta um tecto máximo de 400€ por viagem, para além dos 86€, todo o restante valor da viagem, bem como os extras, têm de ser pagos pelo passageiro. Isto, com a agravante que para poder receber o valor do subsídio, “há que contar com uma boa dose de paciência pois são exigidas cargas de burocracia nunca vistas e é preciso perder quase um dia de trabalho para conseguir o reembolso”, denunciam os comunistas.
Para o PCP, esta modalidade de subsidio de mobilidade, negociaada entre o anterior Governo da República PSD/CDS e o actual Governo Regional PSD, não garante as necessidades dos madeirenses e portossantenses em termo de mobilidade. Serve apenas às companhias aéreas que inflacionaram os preços das viagens entre a Madeira e o Continente, fazendo um verdadeiro saque ao erário público e aos bolsos do madeirenses e portossantenses, queixam-se.


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