“Grita, Grita mais alto, Grita ainda mais alto, Para que os teus vizinhos te oiçam e possam gritar contigo!”
É assim que começa a Campanha de sensibilização que a UMAR/Madeira tem estado a desenvolver em várias sessões, abrangendo vários públicos alvo, na Região.
A UMAR informa através de dados recolhidos o diagnóstico da situação, “a Violência Doméstica é considerada como crime público desde 2000, e, embora a maioria das pessoas digam ter conhecimento do mesmo, só 16,5% das mulheres, e 8,1% dos homens, é que assumem já ter feito uma denúncia. 19,5% das mulheres e 6,1% dos homens diz ter sofrido violência. Num estudo feito em 28 Países da EU em 2014, 8% das mulheres assumiam ser vítimas de Violência Doméstica, mas em Portugal são 19% que assumem ter sofrido esse pesadelo”.
Os mesmos dados revelam que a violência física ronda os 49,9% de Mulheres e 33.3% de homens, já a violência sexual só as mulheres a assumem, 3,1%, sendo que a violência psicológica é de 66,7% dos homens e 50% de mulheres.
Estes números coincidem com os dados nacionais, embora seja de referir que, por vezes estas formas de violência acontecem em simultâneo, e não de forma isolada, especialmente nas mulheres.
Relativamente, ao factor de quem exerce a violência sobre as mulheres, 73,5% são os maridos e companheiros e 25% namorado, pais, amigos e vizinhos. Sobre os homens, 54.5% são os pais ou outras pessoas, e 45% as mulheres ou companheiras.
A UMAR também refere que filhos e filhas assistem a cenas de violência e os números revelam que 32,2 % das mulheres e 16,7% dos homens disseram que sim e que 28,2% destas crianças também sofreram violência doméstica.
Outro dado relevante é o tipo de violência sobre as crianças 66,7% já sofreu violência psicológica, 29,2% violência física e 4,2% violência sexual.
De salientar também que as mulheres assassinadas nos últimos anos em Portugal e segunda dados do Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA), em 12 anos, foram mortas 432 mulheres, a maioria, pelas mãos daqueles com quem mantinham uma relação de intimidade.
Um dado preocupante é sobre a violência no namoro que demonstra 32,5% que considera normal a violência no namoro. De acordo com um estudo efectuado pela UMAR em 2015, 32,5% dos 2500 jovens inquiridos 32,5% acha legítimo exercer violência sexual, e 22% considera “normal” a violência no namoro.
Na sexta-feira, 25 de Novembro assinala-se o Dia da Erradicação da Violência Contra as Mulheres, a UMAR Madeira irá participar na Caminhada “Quebra o Silêncio” organizada pelo Município do Funchal.
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