O MPT-Madeira veio a público mais uma vez repudiar a posição que a TAP tomou nos últimos dias, no sentido de pôr os passageiros a pagar 90 euros por mais uma mala de viagem em território nacional. “Esta companhia aérea é de facto gerida por gente amadora, sem qualquer perspectiva de futuro e com o aval incondicional do Governo PS, BE e PCP-PEV que teve apenas a preocupação inicial de devolver a TAP ao Estatuto Público e depois abandonaram completamente o desenrolar do restante processo”, acusa o partido.
Segundo o MPT, ninguém consegue perceber como é que a companhia TAP, que dá sistematicamente prejuízos, com tarifas caríssimas, especialmente para as ilhas, implementa mais uma taxa elevada pelo transporte de uma mala extra por passageiro. “Com esta medida estão a dar a entender que os passageiros da TAP devem escolher outras companhias aéreas para realizar as suas viagens”, diz o dirigente Roberto Vieira.
O MPT-Madeira diz estar em condições de afirmar que a TAP prefere voar de Lisboa e Porto para o Funchal e vice-versa com muitos lugares vazios. Em vez de baixar os preços e disponibilizar mais lugares às agências de viagens, “teimosamente mantém-se irredutível nesta posição que tanto tem levado a TAP aos tremendos prejuízos que depois são pagos com os dinheiros do erário público. Sabemos que o último voo que sai de Lisboa para a Madeira, vem desde Agosto sistematicamente com muitos lugares vazios e muitas vezes o número de passageiros varia entre 50 a 60”.
O MPT-Madeira afirma que foi falar com algumas agências, tendo-lhes sido dito que a TAP não lhe disponibiliza mais lugares, apesar de também saberem que está a voar com muitos lugares vazios. Em termos de gestão ninguém consegue compreender esta posição, até porque o combustível é praticamente o mesmo, quer o avião viaje cheio e quase vazio.
Para o MPT, tudo isto dá a entender que “o grande objetivo da TAP é conseguir falir ou apenas receber dividendos públicos dos contribuintes. As outras companhias aéreas agradecem à TAP pela má gestão que aplica na sua companhia com a conivência do Governo atual que detém 50% e voto de qualidade sobre matérias de interesse público. O Ministro e o Secretário de Estado dos transportes, deveria vir a público pronunciar sobre esta arbitrariedade e má gestão. Sabe-se que os gestores da TAP ganham salários milionários e no entanto, apresentam resultados negativos há mais de uma década”, conclui esta força política.
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