PDR critica mudanças sobre as bagagens na TAP

Foto: Presstur
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O Partido Democrático Republicano da Madeira (PDR) veio a público manifestar “total desagrado” sobre as novas mudanças na TAP, seguindo o modelo de outras companhias europeias, nomeadamente, as designadas low cost.

“São novos custos adicionais divulgados pela empresa, 90,00€ nos voos domésticos médios, e 200,00€ nos voos intra-continentais para o transporte de bagagem de mão que não cumpra as novas normas da empresa. E que requisitos são esses? A mala de bordo não poderá exceder os 115 cm no somatório das suas medidas, a empresa sugere uma mala de 55X40X20 cm, e poderemos ainda levar como complemento uma de três opções: Mala de PC ou de ombro com as medidas máximas de 40X30X10 cm; equipamentos auxiliares à mobilidade; e por último, dispositivos médicos. É sabido que estas receitas complementares sobre as bagagens, tornaram-se uma das maiores fontes de receita de companhias aéreas como a EasyJet e a RyanAir. Quem nelas viaja, habituou-se a ver verificadas as medidas da sua mala de mão. A TAP com a nova administração procura adaptar-se e ser mais competitiva,
focando-se mais no lucro e optimização dos recursos, em detrimento por vezes do
serviço e bem-estar do passageiro”, acusa Filipe Rebelo, dirigente do PDR.
Que lembra, entretanto,  todos aqueles que nesta altura, fazem um esforço suplementar para ter junto de si os seus filhos que estudam no continente, que pela indefinição que se vive no decorrer do semestre lectivo, e na expectativa de ir ou não a exames, provoca muitas vezes uma compra extemporânea. Isso claro está, é um ónus muito expressivo, são centenas de euros, mais ainda se forem 2 ou 3 filhos a estudar, chega-se facilmente aos 1.500,00€.

“Nós PDR-Madeira, acreditamos numa solução simples e coerente, cuja implementação, aliviaria muito a tesouraria das famílias. Os passageiros que usufruem das tarifas estudante/residente, deveriam pagar somente os 65,00/86,00€ na agência, ou, em virtude de uma passagem superior aos 400,00€, os 65,00/86,00€ e o remanescente. A título de exemplo: uma passagem de 627,00€, tem um custo real para o passageiro de 292,00/302,00€, e é esse o valor que devia pagar de imediato na agência. O Governo Regional usufrui de um plafond anual de 11 milhões de euros para fazer face a estes encargos, podia e devia adoptar este
modelo sensato e equitativo”, opina.
O PDR Madeira entende, ainda, que a RAM deveria estar isenta desta nova taxa, uma vez que “já somos gravemente penalizados pelo subsídio de mobilidade”.


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