A história dos 30 enfermeiros que “foram burlados” pelo SESARAM. Ao Funchal Notícias chega a denúncia de 30 enfermeiros, que se sentem enganados e iludidos com falsas promessas de contratação pelo SESARAM.
A situação é tão grave que há enfermeiros que se demitiram de outras instituições de saúde e agora encontram-se desempregados devido a uma “falsa contratação” da entidade pública SESARAM, E.P.E.
Miguel Martins explica que tudo começou com um contacto “das devidas entidades a de cerca de 80 enfermeiros sob a premissa de que o SESARAM pretendia proceder à sua contratação”. Segundo este relato as indicações dadas aos enfermeiros foram no sentido de aguardar pelo contacto da medicina do trabalho afim de serem realizadas as consultas necessárias à efectivação da suposta contratação”.
As referidas consultas realizaram-se, os enfermeiros foram convocados para fazer análises e comparecer à saúde ocupacional, como comprava o seguinte email enviado dos Recursos Humanos do SESARAM e datado de 31 de Agosto de 2016: “Considerando que o SESARAM, E.P.E. pretende proceder à sua contratação;
Vimos por este meio solicitar a V. Ex.ª que se pronuncie por escrito se não pretender aceitar o lugar, no prazo de 3 dias úteis a contar do recibo de entrega do presente e-mail. Muito importante: não deve pronunciar-se se pretender aceitar o lugar; a falta de resposta será entendida como sinal de que aceita.
Para qualquer esclarecimento adicional, deve contactar o Departamento de Recursos Humanos – Recrutamento.
Será convocado(a) pelo Núcleo de Saúde Ocupacional do SESARAM, E.P.E. para realização de prova de aptidão física e psíquica.
A entrega de documento escrito como não aceita o lugar determina o seu não recrutamento, ficando definitivamente excluído(a) deste procedimento. No entanto, poderá sempre candidatar-se a novo procedimento.
É muito importante que, caso não aceite, responda por escrito pois, caso contrário, estaremos a contar consigo.
Com os nossos cumprimentos.
| Recrutamento Departamento de Recursos Humanos Ext: 6258/6279 Tel: 291709614 Fax:291709617 dgrh@sesaram.pt www.sesaram.pt“ |
Deste modo a assinatura do contrato estava mais próxima pensavam os enfermeiros. No decorrer deste processo cerca de 30 enfermeiros ficaram “esquecidos” e o compromisso assumido “desapareceu” como se nunca tivesse acontecido.
Ao FN foi ainda explicado que enfermeiros que “trabalhavam em outras instituições, algumas vivendo e trabalhando no estrangeiro, mas com vontade de regressar à ilha, compareceram à dita convocatória do Núcleo de Saúde Ocupacional, como solicitado. Foram aconselhados a resolver as suas situações profissionais, pois em breve seriam chamados para trabalhar. Como é referido no email, estavam contratados. Sabendo que se trata de uma instituição pública de confiança, seguiram o conselho de se demitir e aguardaram a chamada a serviço”.
Contudo, estas 30 pessoas nunca tiveram uma resposta de quando iriam iniciar a sua actividade. Os Recursos Humanos do SESARAM, nunca souberam dar resposta, apenas diziam que aguardavam “aprovação das finanças”.
Ao que conseguimos apurar a Secretaria Regional do Plano e Finanças não aprovou o financiamento para a referida contratação, que seria feita até dia 12 de Novembro do presente ano. Até ontem, 14 de Novembro o que os 30 enfermeiros sabem é que “sem este financiamento “acabou o processo todo” e ficou sem efeito e estas pessoas consideram-se “burladas”.
O sentimento destes 30 profissionais de saúde é de revolta e indignação pois consideram que o SESARAM “brincou com a vida das pessoas e das suas famílias quando dizem que vão contratar e depois dizem que já não podem/querem sem uma justificação plausível, até à data”.
Nesta história todos ficam a perder porque foi gasto tempo e dinheiro em consultas que no fim de contas não tiveram propósito algum pois estes elementos continuam a não fazer parte do SESARAM. E os serviços de saúde da RAM precisam destes enfermeiros, que seriam apenas uma ajuda, comparativamente com os elementos que, realmente, são necessários para colmatar as necessidades do Serviço Regional da Saúde.
O mais grave desta situação é que “há enfermeiros que tinham trabalho, perderam tempo e dinheiro (em viagens) para se deslocar às consultas, demitiram-se e agora estão desempregados”. E a culpa é de quem?
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