No Porto Santo, nas últimas semanas, os serviços do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN, IP-RAM) têm verificado um número elevado de coelhos bravos mortos, em áreas florestais e terrenos incultos, reza um comunicado da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais. Perante este cenário, e segundo os sintomas apresentados nos animais encontrados, existe a possibilidade de os mesmos perecerem devido a um surto de Doença Hemorrágica Viral (DHV), refere o organismo governamental.
A Secretaria explica, pois, que sendo a DHV uma doença altamente contagiosa entre os coelhos (esta doença não se transmite ao ser humano), provocada por um vírus, com elevadas taxas de mortalidade e que a sua transmissão ocorre mediante contacto directo com os coelhos infectados e também por transmissão indirecta, onde os insectos, pulgas, carraças, aves e mamíferos podem actuar como vectores importantes, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais decidiu encerrar o período venatório para o coelho bravo, na ilha do Porto Santo, durante esta época venatória.
Esta medida acautelará o risco de contágio desta doença para outros locais na ilha do Porto Santo e consequentemente irá minimizar o aparecimento deste vírus na ilha da Madeira.
No entanto, e como medida preventiva, o IFCN está a efectuar a recolha activa dos animais mortos, enterrando-os e desinfectando esses locais com cal.
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