Vítima de tentativa de homicídio com motosserra pede ajuda nas redes sociais

Ribeira Brava-12“O Meu nome é Fátima Freitas, sou a vítima da violência com motosserra no Campanário. Como devem imaginar estou toda cortada desde a língua até às pernas. Fiquei incapacitada de trabalhar por falta de força. Perdi muitos nervos. Cuidava de uma idosa que era minha tia com a doença da Alzheimer. A segurança social internou-a por eu não poder”.

O relato é feito pela própria na rede social facebook. Foi esse o expediente utilizado por Fátima Freitas para pedir ajuda porque, no seu entender, há mais de um ano que não tem rendimentos para sobreviver.

“Vivia com a reforma da minha tia. Fiquei sem receber nada. Fui informar-me ao gabinete do utente se tinha direito a algum subsídio. Disseram que sim, para me dirigir à Segurança Social do Campanário. Disseram que não sabiam qual o subsídio que iam me dar. Passou 5 meses até que me chamaram para me dizer para fazer o Rendimento Social de Inserção. Deram-me um papel com os dados que tinha que fazer. Fiz tudo direito. No mês de agosto disseram que precisava do papel do médico como não podia trabalhar. Voltei a tirar mais esse papel. Fui lá entregar. Eles até queriam ficar com o original. Disse que precisava para dar ao adevogado”, relata.

“Já passou 10 meses. Agora chamam-me para me dizer que vem indeferido. Agora pergunto: o que vai ser da minha vida?! Não recebo um tostão! Tenho pedido aos vizinhos para andar nestas andanças porque nestes 10 meses eles me ajudaram a pagar luz e água umas 4 vezes. Tenho tudo para pagar. Não posso ver televisão. Já cortaram. Passo fome que ninguém imagina”, revela.

“Conclusão: não tenho nada!. Chove dentro da cozinha, É preciso pôr banheiras. Acho que isto não está certo. Para mim é mais um MASSACRE. Que Deus me ajude que já não posso com tanta miséria. Esta é a minha vida: fui brutalmente agredida com uma motosserra no Campanário no dia 27/11/2015. Já vai fazer um ano a viver a custo zero com ajudas de vizinhos. Alguém me ajude por amor de Deus!. Vou morrer! Ninguém pode viver assim. Obrigados”, remata.


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