O presidente do Partido Democrático Republicano da Madeira (PDR) Filipe Rebelo,
reuniu na passada sexta-Feira, dia 28 de Outubro, com o Sindicato Unificado da Polícia
(SUV). Do resultado da reunião, ficou o conhecimento das queixas dos agentes, nomeadamente, da parte da PSP, a falta de equipamentos, sendo que os que existem estão desatualizados e fora de validade, como os coletes balísticos, que para mais não estão adaptados ao género feminino. Quanto à Brigada de Intervenção Rápida, queixa-se de não ter viseiras, caneleiras e cotoveleiras, tendo que ser os próprios agentes a comprar estes equipamentos. Possuem ainda gás pimenta fora do prazo de validade e capacetes e bastões muito danificados. Também os equipamentos informáticos, afirma o PDR, estão fora de validade e desactualizados.
“Quanto a este problema, relativo à falta de equipamentos, achamos que o Ministério da
Administração Interna (MAI) deveria criar um plafond anual para os polícias
comprarem o material necessário ao desempenho da sua actividade”, defende o partido.
Já quanto às viaturas, várias estão paradas sem manutenção. Esta situação desmente o MAI, quando refere que a segurança não é colocada em questão. Contudo, a utilização das viaturas em mau estado, permite que uma intervenção de 5 minutos demore 30 minutos, por exemplo, afirma Filipe Rebelo.
A Câmara Municipal de Sintra é um exemplo apontado pelo Sindicato, pois substituiu o
Governo na compra de viaturas a leasing, assumindo a respectiva manutenção e reparação, libertando assim a PSP para a rua, em patrulhamento apeado e auto.
Já a questão da falta de efectivos é também uma das preocupações apresentadas pelo
Sindicato. Os alunos recém-formados “só chegam para a região de Lisboa”. O
aumento e progressão de carreira também já não é revisto há mais de 10 anos e não há
data para desbloqueio. Os agentes reivindicam o subsídio de risco, pois são os primeiros
a actuar na linha da frente, arriscando-se cada vez mais, devido ao aumento da
criminalidade.
Outro problema apontado é a questão dos descontos para a saúde: um agente desconta 3.5% do seu ordenado para a saúde, sendo que os pequenos comandos da Região Autónoma da
Madeira e dos Açores têm grandes dificuldades em estabelecer protocolos de saúde para
os seus agentes, afirma o PDR.
Seria também importante que houvesse dispensa de algumas horas semanais para a
prática de actividade física, de modo que os agentes se mantenham em boa forma física, aponta o partido.
O PDR Madeira entende que todas estas questões devem ser avaliadas e resolvidas. Sendo
que perante todos estes entraves ao bom desempenho da sua actividade profissional,
coloca-se a seguinte questão: “E a motivação do agente? Como é possível motivar o agente, se para além de lhe faltar equipamentos, viaturas, progressão na carreira, também se consta que o seu ordenado base é cerca de 900€ e outras forças de segurança como a PJ, ASAE e SEF têm de ordenado base, e bem, cerca de 1600€?”, questiona o PDR.
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