Parlamento Europeu dá luz verde ao projecto “corredores azuis de GNL para as ilhas”

Cláudia2A Sessão Plenária em Estrasburgo viu ontem aprovado a Estratégia da União para o Gás natural liquefeito (GNL), que conta com o parecer da autoria de Cláudia Monteiro de Aguiar, com enfoque particular no sector dos transportes pesados de mercadorias e transportes marítimos.

Cláudia Monteiro de Aguiar destaca que “os Portos da União são plataformas de distribuição e de armazenamento de GNL e, por isso, esta Estratégia deve dinamizar a adaptação dos mesmos, não excluindo os Portos das Regiões Ultraperiféricas. A minha proposta, vai neste sentido, de criação de um projeto comum de «corredores azuis de GNL para ilhas», para não só adaptar os portos, mas também as ligações marítimas e a reconversão dos navios das Regiões Ultraperiféricas do Atlântico, nomeadamente a Madeira e Açores, “

A concretização desta proposta depende agora “ da iniciativa das entidades governamentais, que juntamente com a Comissão Europeia devem olhar para o financiamento existente, como o Mecanismo Interligar a Europa e o Plano Juncker, e procurar a execução da mesma.”

A Deputada Cláudia Monteiro de Aguiar volta a lembrar que o Governo Português, de acordo com a Diretiva sobre os Combustíveis Alternativos, deve apresentar a Bruxelas até dia 18 de Novembro, o quadro de ação nacional sobre a criação de infraestruturas para combustíveis alternativos, e indicar a respetiva localização dos pontos de abastecimento de GNL e também de Gás natural comprimido.

O GNL apresenta-se, até à data, como o combustível alternativo aos combustíveis convencionais, menos poluente, tanto para os transportes pesados de mercadorias como para o transporte marítimo.

Segundo a Deputada a “directiva sobre a redução de enxofre no transporte marítimo só excluí as RUP até 2020, e a nível internacional, na Organização Marítima Mundial, discute-se a eventual ampliação das zonas de controlo das emissões de enxofre a toda a costa europeia, o que até agora só acontece no Mar Báltico. Temos que nos preparar para esta eventualidade e adaptar as nossas ligações marítimas e a reconversão das embarcações com o objectivo de transitarmos para uma frota hipocarbónica. ”

Esta estratégia destaca ainda a importância de concluir a terceira ligação transfronteiriça entre Portugal e Espanha, para acabar com o isolamento energético da Península Ibérica, de um quadro de financiamento estável, da formação dos marítimos e da aposta em I&D.