Externato Lisbonense fechado há um ano agora com licença revogada

LISBONENSE-001Os primeiros sinais de que algo de anormal estaria a passar-se remontam a 27 de Abril de 2015.

Na altura, gerou-se uma confusão à porta do Externato Lisbonense, na Rua das Mercês, no Funchal.

Um dos herdeiros do colégio não terá deixado os professores entrar na escola depois destes terem, semanas antes, convocado uma greve descontentes com a atuação de Pedro Sousa, que exercia, à data, as funções de diretor executivo naquele estabelecimento de ensino.

A confusão meteu professores, funcionários, encarregados de educação, polícia e até uma ambulância.

Meses depois, Pedro Sousa instaurou um processo disciplinar às 7 professoras que haviam ameaçado fazer greve (entretanto desconvocada) para salvaguardar o seus direitos laborais.

No início de Agosto de 2015, após a sucessão de problemas que culminou com o internamento do seu diretor, a instituição fechou as portas.

Em Setembro de 2015 as professoras ainda se apresentaram na escola para dar início a um novo ano letivo mas o encerramento estava consumado. Bateram  à porta da Inspeção de Trabalho, que instaurou processos por causa de ordenados em atraso, e à Secretaria da Educação que acompanhou o caso.

O Funchal Notícias apurou, agora, que a licença concedida ao Externato Lisbonense foi revogada.

Recorde-se que o Externato Lisbonense desenvolveu um papel importante no ensino privado na Madeira desde 1930. Tanto no pré-escolar e 1.º ciclo como no ensino diferenciado (novas metodologias).

Contudo, nos últimos anos, graças a problemas de gestão e desentendimentos entre herdeiros, acumulou problemas que levaram ao fim da instituição.

Neste momento, a haver alguma movimentação no prédio, designadamente de obras de conservação, elas correm por conta da proprietário do imóvel.

Mesmo assim, a tarja de lona indicativa do Externato, lá continua na fachada do prédio que, tudo indica, mudará de ramo de negócio.

Sabe-se que ficou no interior do prédio algum recheio (móveis), pertencentes ao Externato, contudo, desconhece-se se foram deixados como forma de ressarcir o senhorio por eventuais rendas em atraso.