SPM diz que os factos confirmam que há falta de docentes nas escolas da RAM

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O Sindicato dos Professores da Madeira emitiu esta tarde um comunicado no qual reafirma a sua “atitude séria, responsável e fundamentada” na defesa de uma educação para todos.

Ao denunciar a falta de docentes nas escolas da Região, diz o SPM, esta estrutura sindical fê-lo “com a plena consciência da verdade dos factos, embora a tutela tenha tentado desmentir as nossas afirmações”.

Infelizmente, o SPM tem vindo a constatar que há horários por preencher desde o início do ano lectivo, refere o comunicado. “Na verdade, têm-nos sido reportados inúmeros casos (não só por professores, mas também por encarregados de educação) de alunos que se encontram sem aulas, desde o início do ano lectivo, em algumas disciplinas, em várias escolas da Região, ao contrário do que a tutela tem vindo a referir aos órgãos de comunicação social, como aconteceu ainda ontem”, salienta aquele organismo sindical.

“Hoje mesmo, consultando o site da DRIG (Direcção Regional de Inovação e Gestão), podemos constatar que foram colocados cinco professores do grupo 300 (Português) e um professor do grupo 230 (Matemática e Ciências da Natureza). Este facto, só por si, já provaria que o SPM sempre falou verdade e com conhecimento de causa. Ainda assim, para além dos casos já referidos anteriormente, deixamos aqui mais exemplos de horários que se encontravam sem professor até ontem:

·       Escola EB1/PE da Ribeira Brava, 1 professor coadjuvante;

·       Escola Básica do Caniço, 1 professor de Matemática;

·       Escola E.B. 2, 3 Cónego J. J. G. Andrade (Campanário), 1 professor de Matemática;

·       Escola Secundária Francisco Franco, 3 professores de Português;

·       Escola EB 2, 3 Horácio Bento Gouveia, 1 professor de Português;

·       Escola EB/PE do Boliqueime, 1 professor titular de turma e 1 professor de Inglês;

·       Escola EB 1, 2, 3/PE do Porto da Cruz, 1 professor de Expressão Musical;

·       Escola Básica e Secundária 2, 3 Bispo D. M. F. Cabral (Santana), um docente de Expressão;

·       Vários outros horários de Expressão Musical um pouco por toda a RAM;

·       Escola Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas (Escola do Carmo), 1 horário de Informática extinto ao ser redistribuído por outros professores; menos um posto de trabalho, mais sobrecarga para outros docentes. Infelizmente, esta medida de cariz financeiro está a ser adotada por várias escolas da RAM, por indicação da SRE”, afirma o SPM.

O Sindicato diz que estes dados concretos vêm corroborar as suas declarações e mostram que as preocupações deste sindicato vão ao encontro das da sociedade em geral, tendo como principal objectivo a garantia de que estão criadas as condições para uma educação plena, para todas as crianças e jovens da RAM.

“O SPM continuará a desempenhar, com responsabilidade e seriedade, o papel que os professores e as comunidades educativas esperam de si”, afirmam os seus responsáveis.


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