Crónica Urbana: CMF dá ultimato, 24 horas para retirar esplanada

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Rui Marote

Em 1974 o ministro Guebuza, do governo de Samora Machel, tornou-se conhecido dos repatriados como o “24 horas, 24 quilos”. Era esta a alcunha, porque o dito ministro dava 24 horas para deixar o território, com 24 kg de bagagem. Passados 42 anos, os fiscais da câmara sem sensibilidade para estes casos por ordens superiores, aplicam o lema da Frelimo instalada na CMF. Ontem era um Funchal ao serviço do turista, hoje é a repressão ao comerciante. Quando o sol nasce, é para todos. O que não sucede na Rua da Carreira: os fiscais, a mando de outros restaurantes, actuam até em férias, como já o dissemos há alguns meses.

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Qual é o turista que, com temperaturas de 28 graus, quer jantar ou almoçar no interior de um restaurante? Cafôfo e sua comitiva de vez em quando são assíduos frequentadores dos restaurantes instalados na Rua da Carreira. Agora que tem uma cidade ao serviço do visitante, o que pregou ao lançar o Funchal Card, existem estas atitudes? É preciso sensibilidade e conhecimento de mundo, o que falta a certos responsáveis autárquicos.