Deputados do PSD consideram que chumbo do novo hospital foi “decisão política e não técnica”

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O grupo parlamentar do PSD veio divulgar que realizará na próxima semana, nos dias 26 e 27, as suas Jornadas Parlamentares em Câmara de Lobos. As mesmas serão subordinadas à temática “Desafios da Autonomia”, os quais, dizem os parlamentares social-democratas, são determinantes, uma vez que a Região precisa de reforçar as suas competências e ultrapassar os obstáculos que ainda existem ao seu desenvolvimento político, económico e social”.

Esses estatutos, foi dito na conferência de imprensa de hoje, incluem, em primeiro lugar, o Estatuto Político-Administrativo da RAM e a sua necessária revisão em matéria de poderes autonómicos, exigindo-se também uma provável revisão da Constituição. Outros dossiers que constituem desafios da Autonomia são aqueles que estão pendentes com a República, “com destaque para o novo hospital, onde o grupo parlamentar do PSD insistirá na responsabilidade política nesta matéria, através de um projecto de resolução que permitirá que os partidos na ALRAM reafirmem ou não a sua determinação política à prioridade deste projecto”.

Referindo-se à decisão do Conselho de Acompanhamento, de chumbar a proposta do novo hospital da Madeira como projecto de interesse comum nacional, os deputados social-democratas consideraram que tal parecer “não foi técnico mas político”.

Uma posição contrária à anunciada anteriormente por António Costa. É importante, diz o PSD, saber se alguém “se vai refugiar em aspectos técnicos que não existem para adiar uma decisão fundamental para a Região”.

O PSD promete tudo fazer para que o Orçamento de Estado para 2017 inclua uma dotação de verbas para a construção do novo hospital.

Os desafios da Autonomia, referem os parlamentares madeirenses do PSD, também incluem outras matérias, como o subsídio de mobilidade, o transporte de carga aérea, o transporte de passageiros e o reforço da segurança social. São estes os desafios das jornadas, foi dito publicamente em conferência de imprensa, mas também as prioridades da próxima sessão legislativa.