Rui Marote
É mesmo fruta ‘para inglês ver’… para os madeirenses, só mesmo vendo para acreditar. Somos uma ilha “tropical” na qual nem a banana chega à mesa dos mais pobres.
Para constatar esta realidade, basta uma visita ao Mercado dos Lavradores – precisamente o mesmo que ontem, não por acaso, foi alvo de nova acção de fiscalização conjunta da PSP, GNR, IRAE, Direcção Regional das Pescas, e fiscais da CMF.
É que lá a fruta está exposta como se de jóias se tratasse, variando de banca para banca como topázios, esmeraldas, safiras, turquesas, diamantes, etc.
O cliente tem de estar munido de uma “nota preta”, como diz o brasileiro. A somar-se aos preços astronómicos está em voga um conceito de venda com provas dos frutos, organizadas de modo nada higiénico.
Mas, lá diz o ditado, tudo o que não mata engorda… e com base nesta filosofia os comerciantes vão levando a água ao seu moinho, servindo aos clientes uma dose exposta aos ares, como se fosse dentinho numa tasca.
Quanto aos preços de outra galáxia, aqui ficam referenciados, para que os leitores façam uma ideia: Maracujá, 4 euros ao kg, maracujá pêssego e maracujá banana 19.80 ao kg, o mesmo preço para o maracujá limão, ambos da Madeira, maracujá tomate da Colômbia também a 19.80 ao kg, banana ananás 10 euros, anona de Espanha a 18.50, pêra abacate da Madeira a 4.95, pitangas e araçás a 39.90, cana-de-açúcar da Madeira a 19.50 ao kg, tabaibos regionais a 7 euros, manguinhos a 19.50, e por aí fora…
As fotos não mentem, e são a prova destes preços praticados no local onde, tradicionalmente, os produtos eram mais frescos e em conta. Ou assim se supunha que fossem… Curiosamente, alguns produtos até têm o preço escondido ou nem sequer o têm à vista. É só abrir a boca e dispará-lo na cara do freguês, e a tabela depende da aparente nacionalidade. Quando a recibos, é algo inexistente.
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