
O Grupo Parlamentar do JPP esteve hoje no Curral dos Romeiros onde visitou várias famílias afetadas pelos incêndios, à semelhança do que tem vindo a fazer por outras zonas afetadas.
A deputada Patrícia Spínola salientou o trabalho desenvolvido por todas as equipas que têm trabalhado no sentido de responder a esta situação de crise, enaltecendo a celeridade nos realojamentos efetuados, por parte das entidades governamentais competentes.
Contudo, há situações que continuam a merecer celeridade e obrigam a uma intervenção eficaz por parte destas mesmas entidades.
No entender do JPP, é fundamental acautelar a reabilitação nas áreas de origem destas famílias, naquilo que é o seu espaço familiar, exceto em zonas de risco comprovado. A criação de “bairros” deverá ser evitada, e não tornar-se a principal estratégia de intervenção.
Outra questão que urge ser desenvolvida é o acompanhamento psicossocial a estes agregados, através de equipas descentralizadas que se desloquem ao terreno.
“Não podemos exigir a estes agregados, muitos com clara instabilidade emocional, que se desloquem ao centro de saúde onde estão inscritos (e não o novo centro de saúde em situações de realojamento), expondo a sua situação a fim de terem o acompanhamento psicológico tão necessário”, revela o JPP.
Vários agregados ficaram em casas de familiares, num primeiro momento, desconhecendo a situação das suas casas e agora vêm-se confrontados com a destruição total ou parcial das suas residências. São “novas” situações de realojamento que estão por resolver pois a morosidade das avaliações técnicas, da ativação de seguros, “empurra-os” para a necessidade de uma residência temporária ou efetiva. Além de que estes agregados não chegaram a ter o tão necessário acompanhamento psicológico…
Neste sentido, o Grupo Parlamentar do JPP defende:
-A concretização de um plano multidisciplinar que integre todas as autoridades responsáveis (departamentos governamentais e autarquias), com prioridade na reabilitação das moradias originais ou, nas situações em que isso não seja possível, a construção de pequenas unidades familiares, o mais próximo possível do local de origem;
-A criação de equipas multidisciplinares, descentralizadas, que acompanhem os agregados familiares afetados pelos incêndios no seu local de residência, proporcionando-lhes bem-estar e segurança.
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