Crónica Urbana: “Orgulhosamente sós…”

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Foto LR

Rui Marote

Só ao final da tarde erguemos a ‘bandeira branca’. Atingimos o limite, ficámos encostados às cordas… Pomos as mãos na cabeça e gritamos “agora, estamos perdidos…” O nosso orgulho ficou por terra e prestamos finalmente vassalagem ao Governo da República, do qual nos chegarão finalmente, ao longo da noite e de manhã cedo, os meios que deveriam ter sido accionados já ontem.

Fomos entretendo o povo com os “pontos da situação” três vezes ao dia… Os protagonistas foram a Câmara Municipal do Funchal e o Governo Regional, de costas viradas uns para os outros.

Numa batalha só há um general no comando, uma só voz. Que saibamos, um presidente de Câmara ou de Governo Regional não é especialista em incêndios… mas fazem-se acompanhar do comandante dos Bombeiros ou do comandante da Protecção Civil como terceiras ou quartas figuras. Estes entram mudos e saem calados. Limitam-se a ornamentar a mesa para a televisão ou a fotografia. Os ‘speakers’ são sempre os políticos, quando nestes casos deveriam ser os especialistas. Será que nos hospitais os políticos fazem o diagnóstico da terapia a ser aplicada ao doente? Cada macaco no seu galho… E assim as decisões tomadas não saem em asneira…

Não estou a ver o vice-presidente nacional da Protecção Civil, que comanda a força que deverá chegar do continente, a limitar-se a ser corpo presente nos ‘briefings’… Estaremos cá para ver…

Resta-nos fazer o nosso clamor a Deus e ter sempre presente aquela palavra pequenina mas muito poderosa: fé. Porque o Senhor não nos abandona. Façamos nós a nossa parte e ele fará a sua.


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