PS-Santa Cruz responde a Filipe Sousa

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A comissão política da concelhia do PS de Santa Cruz não gostou de declarações públicas do presidente da Câmara Municipal da localidade, Filipe Sousa, e responde em comunicado de imprensa enviado a todos os órgãos de comunicação social, frisando que o confronto de ideias e a alternância democrática são salutares, o ‘sal e o oxigénio’ de qualquer democracia saudável e amadurecida.

“Quando entramos numa linha de procurar ‘fantasmas’ onde não existem e de desrespeito pelas mais básicas regras de convivência democrática, entramos num caminho mentiroso, leviano e infantil, perdendo a noção da realidade e do porquê de servir a causa pública”, dizem os socialistas, que consideram estar em causa a “defesa do bom nome”.
Por isso, acusam Filipe Sousa de “mentir” para “esconder a má gestão autárquica em Santa Cruz e as inúmeras convulsões internas no JPP, pois, remete
a responsabilidade das mais recentes renúncias de mandato dos autarcas da Junta de Freguesia do Caniço para o PS”.
Essa situação, afirmam, é distinta da ocorrida em 2014 na Assembleia Municipal, pois, ao contrário das renúncias mais recentes na Assembleia de Freguesia do Caniço, o PS, na altura, assumiu publicamente a desvinculação dos seus membros eleitos pelo extinto movimento popular JPP.

“Mais recentemente, o representante do CDS seguiu o mesmo caminho e ‘abandonou o barco’. Esclarecedor!”, dizem.
Desmentem também  Filipe Sousa quando afirma que ‘começou a mexer em determinados interesses instalados’. “Ao fazer uma afirmação desta gravidade, não pode deixar no vazio e sem concretizar. Por favor, esclareça-nos, que ‘interesses instalados’ refere?”, exigem.
Por outro lado, considera o PS-Santa cruz que se existe descontentamento, desvinculação
de militantes e renúncias de mandato dos autarcas do JPP “é porque se sentem defraudados e desiludidos
com a gestão autárquica e cúpula dirigente, bicéfala diga-se, do vosso partido! Porque prometeram e criaram expectativas que não têm cumprido”.
O PS garante estar alheio a ‘pressões’, ‘intromissões’ e outras tais que refere neste processo. E termina fazendo votos para que o JPP e os seus dirigentes estejam à altura das funções que desempenham e garantam a realização efectiva
das promessas que se comprometeram-se a cumprir.