
Ao longo dos séculos, houve 11 tentativas de processos para a declaração oficial da santidade de Frei Pedro da Guarda.
Umas tentativas chegaram a Roma, outras não.
Neste momento, tudo se encaminha para que essa situação se torne realidade.
A garantia foi deixada ontem, sexta-feira, pelo historiador e professor na Universidade Católica-Porto, Vítor Gomes Teixeira, recentemente nomeado presidente da comissão histórica da causa de canonização de Fr. Pedro da Guarda, após um encontro de apresentação de cumprimentos ao bispo do Funchal, no Paço Episcopal.
“Neste momento estamos a fazer o ponto de situação do processo, estamos a avaliar a história dos processos anteriores, as evidências do ponto de vista documental, dos textos e das narrativas” que remontam às “crónicas oficiais dos Franciscanos”, e que falam já da primeira tentativa de “canonização” nos “65 anos depois da morte de Fr. Pedro”, revelou o especialista, segundo conta a Diocese do Funchal.
Refira-se que a Diocese do Funchal e a Madeira em geral conservam um abundante património espiritual à volta de Fr. Pedro da Guarda, religioso franciscano que morreu há 511 anos no convento de São Bernardino, em Câmara de Lobos, num clima de grande popularidade.
“Não faltam aqui, na Madeira, fontes documentais e impressas, um conjunto de referências importantes”, como “a reabertura do processo em 1905 e 1911, era então bispo diocesano D. Manuel Agostinho Barreto, e outras grandes figuras, importante documentação que precisa de ser apurada e classificada”, destacou ainda o professor Vítor Gomes Teixeira que prevê “enviar para Roma, dentro de um ano, a memória histórica do processo”.
Após a análise cuidada dos documentos em causa, que inclui também as “informações indiretas”, como “críticas” e “animosidades” contra Fr. Pedro, prosseguirá o “inquérito” para registo de “testemunhos antigos, pessoais e tradições”.
O bispo do Funchal, D. António Carrilho, manifestou a sua “satisfação pela reabertura do processo relativo à canonização de Fr. Pedro da Guarda”, que classificou de “acontecimento notável, de grande significado para a nossa diocese, de consideração pela fé dos nossos antepassados e de especial devoção aos santos da Igreja na atualidade”.
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