
O PCP/Madeira apresentou hoje, através do seus deputados na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, o balanço à sua actividade nesta I Sessão Legislativa que agora termina, a primeira desta XI Legislatura Regional, e no decorrer da qual, salienta, apresentou dezenas de iniciativas no âmbito das questões sociais e laborais, para complementar pensões, para regularizar as horas de trabalho, para contrariar o fim da contratação colectiva, para apoiar desempregados, para garantir o acesso a manuais escolares, para os direitos das crianças e da sua segurança, para prevenção de adições, para melhorar a acessibilidade dos cidadãos, para defesa dos direitos laborais, para combate ao despovoamento na costa norte da ilha, para o combate e prevenção da violência contra idosos, entre tantos outros, nestas e noutras áreas, mas a maioria PSD não as aprovou.
“Estas matérias, que são a expressão da vontade popular, parecem não passar de valores secundários para este PSD, que os resume a meros instrumentos de campanha eleitoral ou propaganda. Todos os diplomas de natureza social foram reprovados, isto quando em plena campanha eleitoral se embandeiraram as políticas sociais como uma prioridade desta actual maioria. Isto, quando as políticas de combate à pobreza e à exclusão social são cada vez mais necessárias, tendo em conta que, no mínimo, 19,6% da população vive abaixo do limiar da pobreza!”, alerta o PCP.
Os comunistas salientam que o mesmo ocorreu com todos os diplomas de teor laboral apresentados pelo PCP.
“E isto quando temos um modelo económico assente em baixos salários, que recorre a estágios profissionais e aos programas ocupacionais de desempregados, assim como à precariedade como instrumentos da política regional de emprego, e quando o combate à precariedade no trabalho deve ser assumido como uma política prioritária da Região, ao serviço da Região, efectivando os direitos dos trabalhadores e a sua protecção social”, reclamam.
Também as propostas sobre o Ambiente e sobre a Saúde tiveram o mesmo destino: a reprovação da maioria parlamentar. E quanto à Saúde, afirmam os comunistas, não há como negar o fracasso das opções políticas que se têm empreendido nesta área, e que reflectem inequivocamente a gravidade do estado da Região: “priorizam-se financeiramente outras áreas em detrimento da Saúde (como é que se explica aos Madeirenses e aos Portossantenses que sejam gastos 39 milhões de euros para estradas e túneis inacabados, quando o Sistema Regional de Saúde está num estado absolutamente caótico?)”
Foram, porém, aprovadas algumas propostas, nesta sessão legislativa, reconhecem Sílvia Vasconcelos e Ricardo Lume, mas só as que se remetiam para a Assembleia da República.
“Gostaríamos de destacar, pela negativa, que algumas das iniciativas legislativas, depois de aprovadas por unanimidade, foram depois rejeitadas e plagiadas pelo PSD, numa atitude de intolerância democrática e desrespeito regimental que vieram pôr a nu que este PSD afinal não se renovou, insistindo numa prática política pouco ética, a que sempre nos habitou, nos últimos 40 anos. E quando se desvincula a ética da materialização política, assiste-se a um logro dos interesses dos cidadãos que nos elegem.
Invariavelmente, quem fica sempre a perder são as populações da Madeira e do Porto Santo. Porém, o PSD insiste que a Região está melhor, ou seja, adaptando-se, é como a célebre e caricata afirmação do ex-Primeiro-Ministro, “Os Madeirenses estão pior, mas a Madeira está melhor””, ironizam.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






