Albuquerque iniciou “Estado da Região” atirando-se à oposição

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Fotos: Rui Marote

O debate do Estado da Região iniciou-se hoje no parlamento com um minuto de silêncio em memória dos mortos no atentado de Nice, França. Depois o presidente do Governo Regional iniciou um discurso no qual criticou bastante a oposição pelo “estado de permanente negação” quanto ao “muito que já foi concretizado”.

“A negação da realidade é, em alguns casos, ancestral e absolutamente explicável nos manuais de política e literatura”, ironizou.

Enumerando toda uma série de ‘conquistas’, Albuquerque criticou que “alguns dos senhores deputados da oposição, continuam a afirmar aos sete ventos [sic] que não houve desagravamento fiscal na Madeira, da mesma forma que poderiam dizer que a terra é plana e que o sol gira em seu redor”.

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Do mesmo modo, apontou as críticas da oposição quando diz que “os resultados do nosso turismo resultam do acaso ou da conjuntura”. Não atribuir os resultados positivos a um trabalho conjunto,  concertado e eficaz do governo e dos parceiros envolvidos é tão absurdo como afirmar que a insolação é uma excelente cura para o frio”.

Por outro lado,  disse que “é por demais conhecida a coreografia comicieira de alguns dos partidos da nossa esquerda relativamente às questões sociais e ao emprego. Actuam sempre, mas sempre, como se o emprego e o apoio aos sectores mais fragilizados da nossa sociedade, surgissem por geração espontânea, fruto da retórica estridente e do protesto indignado,  e não como resultado de políticas viradas para o crescimento económico, para a captação de investimento e para a sustentabilidade do Estado social”.

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Neste sentido,  apontou o dedo ao BE, sublinhando: “Basta atentar à recente tentativa do Bloco de Esquerda na Assembleia da República para destruir a competitividade e os empregos no nosso Centro Internacional de Negócios para perceber o grau de irresponsabilidade desta Esquerda que nunca sai da adolescência”.

“Como dizia o outro: esta Esquerda é boa para duas coisas: organizar manifestações de rua e desorganizar a economia. Na actual conjuntura, quer o PCP quer o Bloco vivem o drama do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, retratado no livro de Robert Louis Stevenson. São poder na República, responsáveis pelas políticas concretas do Governo Nacional com impacto na Região. Mas ao mesmo tempo,  insistem em fingir que são meros Partidos de protesto sem responsabilidade nas políticas nacionais, designadamente nas áreas sociais, com impacto na Madeira. Vivem o paradoxo do maníaco que não dorme porque tem de acordar a horas”.

O chefe do Executivo madeirense reclamou ainda que “não devemos, por razões meramente políticas,  exacerbar cenários catastrofistas quando eles, pura e simplesmente, não existem”.

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Admitindo que os deputados têm todo o direito de fiscalizar a acção do governo, e inclusive de emitir os juízos que entenderem, relativamente às políticas do Governo, opinou que,  numa democracia parlamentar,  o desempenho da oposição,  “infelizmente para vós”, também não está isento de juízo crítico dos cidadãos e da avaliação da opinião pública.


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