
Rui Marote (texto e fotos)
Hoje resolvemos analisar uma questão de segurança. Que não é assunto de somenos importância, diga-se. Nos meses de Julho, Agosto e Setembro, o Parque de Santa Catarina, que entretanto foi cercado por um gradeamento de ferro de modo a encerrar à noite, acolhe vários espectáculos, o que nos leva a interrogar se existe um plano de emergência no caso de ser necessária uma evacuação do espaço. Isto, longe de pensarmos em actos de terrorismo que afectam hoje os mais variados espaços um pouco por todo o mundo, dado que a Madeira, como se sabe, é uma terra “de leite e de mel”.

Mas questionamos: a Protecção Civil alguma vez esteve no local a inspeccionar as normas de segurança de acordo com a legislação em vigor? A traçar, Deus nos livre, o pior dos cenários, só para uma eventualidade? É que ali naqueles concertos junta-se mesmo muita gente.

Quais as portas de emergência? Estão assinaladas? Têm luzes ou sinaléctica? Tudo isto fica no ar… Até que um dia seja mesmo necessário evacuar. O parque chega a ter mais de cinco mil pessoas a assistir a esses eventos. No perímetro existe um total de oito portas: 4 a norte, 2 a sul para a Avenida Sá Carneiro, e duas que dão para o edifício Infante.
Somos do tempo em que os cinemas e o teatro tinham presente um bombeiro em todas as sessões. As portas só se abriam depois de uma revista minuciosa às salas de espectáculo, sala de projecções, WC e arredores. Tudo isso era passado a pente fino. Hoje, tal procedimento passou à História.

Basta a licença de espectáculo e toca a andar. Casa de de banho improvisadas, barracas de poncha e de cerveja, um bom palco, aparelhagens de som sofisticadas, uns camarins para os artistas e os Securitas.
As Finanças não controlam a venda de bebidas, não existem caixas registadoras, a ASAE não controla nada e a lei do ruído é esquecida. Também o estacionamento é “à balda”. A Polícia é impotente para tanta desobediência. Resumindo: o melhor é esquecer.
Não somos profetas da desgraça. O nosso alerta simplesmente fica no ar, até um dia…

Já agora, durante a nossa visita, observámos os cisnes e oito patos inquilinos da lagoa do Parque de Santa Catarina. Quais são os dias em que estas aves são alimentadas? Passam o tempo a esgravatar os terrenos à volta, dando a entender que passam fome. Será que o PAN, parceiro da Mudança, está atento?
O mesmo se passa com a Lagoa do Jardim Municipal. No que concerne à limpeza, deveria ser diariamente recolhida toda a folhagem das árvores que cai, dando um péssimo aspecto àquele espaço.


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