
Com Rui Marote e Luís Rocha
Tem todos os contornos dos arraiais de verão, mas passou a ser também um caso de polícia. Nas festas em honra do Espírito Santo do Arco da Calheta, a Polícia local recebeu uma denúncia de que havia fogo a ser disparado sem todas as licenças da praxe.
Tal como o FN já divulgou, a polícia apreendeu, após a girândola na Achada de Santo Antão, fogo de artifício que, alegadamente, estava na posse ilegal de três indivíduos particulares. Curiosamente, um dos nomes falados é o do pároco do Arco da Calheta e Loreto, João Carlos Nunes Homem de Gouveia, também instado a prestar declarações às autoridades.
Conta o povo que no cerne desta polémica estará um possível ajuste de contas. Durante o tempo das “vacas gordas”, o fogo de artifício para as festas das freguesias locais (Arco da Calheta, Loreto e Madalena) esteve a cargo de um conhecido empresário da Calheta, supostamente com boas relações com o pároco. A dada altura, as relações entre ambos azedam e a opção dos festeiros e naturalmente do pároco passou a recair sobre uma empresa rival de fora. Não satisfeito com esta opção, o empresário preterido terá alertado as autoridades para a queima ilegal, o que desencadeou a atuação da PSP e consequente apreensão de mais de 200 foguetes de pirotecnia, conforme comunicado divulgado hoje.
O FN estabeleceu vários contactos telefónicos para o sacerdote em questão, porém sem qualquer resposta.
No entanto, contam os paroquianos ao FN, que tudo isto é um fait divers que não põe em causa a atuação correta do sacerdote na paróquia. Ainda assim, caso se confirme a sua ligação a este caso, o padre João Carlos Gouveia não se livra de responder à justiça.
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