Corveta para afundar chegou ao Porto Santo

Corveta Pereira D'EçaChegou ontem à ilha do Porto Santo, vinda do estaleiro Naval Rocha, em Lisboa, a corveta ‘Pereira d’Eça’.

O navio foi rebocado até à ‘Ilha Dourada’ pelo ‘Montevil’, da empresa Rebonave.

A corveta será afundada ao largo do Porto Santo, transformando-se em recife artificial, à semelhança navio ‘Madeirense’.

Refira-se que a corveta ‘General Pereira d’Eça’ serviu a Marinha Portuguesa durante mais de 40 anos.

Recorde-se que o Conselho de Governo reunido em plenário a 8 de Janeiro de 2015 resolveu autorizar a abertura do procedimento por concurso público para a “Instalação de Recife Artificial no Mar da Ilha da Madeira, mediante o Afundamento da Corveta General Pereira D`Eça”.

A despesa inerente ao contrato tem o preço base de €345.000,00.

O Parque Natural da Madeira apresentou uma candidatura a fundos comunitários para financiamento em 85% dos custos inerentes à criação deste recife artificial.

O afundamento da corveta obriga à execução de vários trabalhos preparatórios do navio, incluindo o reboque desde o Continente, a remoção do navio de todas as substâncias perigosas, lavagem e aspiração de todos os tanques e áreas contaminadas e encaminhamento e transporte dos resíduos para destino final, a preparação e lastragem do navio, a aquisição, transporte, guarda e colocação dos explosivos no navio para afundamento, entre vários outros trabalhos.

Recorde-se que o Governo da República cedeu ao Governo Regional da Madeira a Corveta General Pereira D’Eça com o objectivo da mesma ser afundada no mar da Região e, desse modo, ser criado um recife artificial.

A instalação do recife artificial é um meio de potenciar várias actividades com relevância sócio-económica, designadamente mediante o incremento de recursos piscícolas e do mergulho recreativo.