PS-M satisfeito com posição do Governo nacional sobre as Selvagens

SelvagensO PS-Madeira congratulou-se hoje com a posição do Governo da República, devido ao anúncio do secretário de Estado da Defesa, Miguel Perestrello, de que passará a haver na Selvagem Grande uma delegação permanente da Polícia Marítima. Para os socialistas, a decisão é importante, pelo facto de garantir a soberania naquelas ilhas, reforçando a presença do Estado. Recorde-se que os serviços contarão com a permanência de duas lanchas, aptas a promover o controlo e a vigilância desta zona, e com o radar de vigilância da área marítima adjacente às ilhas.

“Após a viagem que a comitiva do PS-Madeira realizou, no ano passado, às Ilhas Selvagens, o líder socialista regional, Carlos Pereira, afirmou que era fundamental que o Governo Regional, bem como a Marinha dessem mais atenção à vigilância (…). Carlos Pereira considerou, neste âmbito, que devia constar na agenda política o facto de as Selvagens serem importantes para a Madeira e para Portugal na definição da zona económica exclusiva e, por essa razão, garantiu que seria criado um grupo de trabalho informal, no quadro do Conselho Estratégico, para apresentar propostas na Assembleia sobre esta questão, para que a intervenção fosse mais eficaz”, recordam os socialistas.

Nesse contexto, foi também transmitido pelo partido que seria realizado um debate público sobre as questões de soberania das Selvagens em Lisboa, uma vez que o PS-M entendia que só assim seria realizado um debate profícuo sobre as necessidades/desafios das Selvagens. Ainda, assim, na reunião do PS-M com a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, em Janeiro, o tema voltou a ser analisado, vincando a actividade humana e o empenho do Estado na salvaguarda dos interesses nacionais e regionais.

O partido apresenta, pois, pela voz de Thomas Dellinger e com algum tom de triunfo, que, “após o esforço levado a cabo pelo PS-M, junto ao Governo da República, e na sequência do programa apresentado nas eleições legislativas, esta matéria foi preconizada, tratando-se de mais uma promessa cumprida pelos socialistas, repercutindo-se não só no reforço da vigilância, através da colaboração de um polícia marítimo e um militarizado da Marinha, que passarão a acompanhar os vigilantes que lá se encontram, mas também na extensão da delegação marítima que permitirá, por seu turno, requerer autorizações de pesca”.

Quem não gostou desta decisão foram as estruturas sindicais que defendem os Polícias Marítimos, que já se manifestaram contra a mesma, por obrigar tais policiais a um isolamento forçado num local inóspito.


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