Serralves dedica grande exposição ao madeirense Silvestre Pestana

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O artista madeirense Silvestre Pestana verá, em breve, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves dedicar-lhe a primeira grande mostra sobre a sua obra, comissariada pelo director-adjunto e curador sénior do Museu, João Ribas, assistido pela curadora Paula Fernandes. Será de 26 de Maio a 25 de Setembro que Serralves abordará o trabalho deste criador, nascido no Funchal em 1949, e que já há longos anos reside no continente, mas que em anos mais recentes esteve ligado à realização de exposições colectivas na Madeira, com recurso a tecnologias do audiovisual, as ‘What is Watt’, que contaram, entre outros, com artistas madeirenses do calibre de Carlos Valente ou António Dantas.

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Silvestre Pestana esteve associado, conforme sublinha a Fundação de Serralves, ao grupo dos poetas experimentais que, na década de 60 do século passado, foram protagonistas da introdução de linguagens vanguardistas no nosso país, “estabelecendo a primeira relação com gramáticas artísticas internacionais e iniciando o diálogo e a colaboração com grupos de artistas europeus e sul-americanos”. Artista plástico, poeta e performer, foi também pioneiro neste aspecto singular da arte contemporânea em Portugal – a performance.

Aliás, a exposição que dentro em breve será inaugurada no Museu de Serralves incidirá especialmente sobre esta faceta da sua obra, apostando em activar antigas e novas performances dentro das galerias do Museu, juntando-as a fotografias, desenhos, ‘poemas para computador’, esculturas, vídeos e outras experiências com a imagem, incluindo com estereoscópios e hológrafos.

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“Apesar da diversidade formal”, anuncia Serralves, “essas obras, agora reunidas pela primeira vez, sublinham duas preocupações que atravessam toda a obra de Pestana: a relação entre signos linguísticos e não-linguísticos e o modo como as novas tecnologias transformaram os nossos corpos e afectaram as relações sociais. O artista sempre usou dispositivos informáticos nas suas obra e na sua poesia e tem testado o modo como certas formas tecnológicas de sociabilização e monitorização da vida contemporânea, em particular a plataforma ‘Second Life’ e os drones, podem sugerir novos modelos de articulação entre práticas sociais e artísticas”.

Serralves editará ainda um livro com múltiplas ilustrações, acompanhando a realização desta mostra, que irá expõr de forma particularmente interessante o significativo contributo de um madeirense para a arte contemporânea portuguesa.

A inauguração oficial decorrerá no dia 2 de Junho às 22 horas.

Serralves já está a noticiar a inauguração próxima desta exposição, e Silvestre Pestana já publicou fotografias da preparação da mesma no facebook, as quais reproduzimos com a devida vénia.