Ireneu Barreto elogia empresários e defende o CINM

Foto retirada do site http://representantedarepublica-madeira.pt/
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O representante da República, Ireneu Barreto, defendeu num discurso proferido por ocasião do Dia do Empresário, na sexta-feira, perante a ACIF, que “os empresários madeirenses, repito, têm dado um contributo inestimável para o desenvolvimento e modernização” do arquipélago da Madeira, sendo merecedores de reconhecimento.

Para Ireneu Barreto, as “sãs relações comerciais, em ambiente justo, constituem uma condição essencial para a paz social e política, bem como um pressuposto de desenvolvimento sustentável da comunidade”.

Reconhecendo que o desenvolvimento da RAM “deve-se, em larga medida e inequivocamente, ao empenho dos poderes públicos e ao seu esforço de modernização infra-estrutural”, Ireneu Barreto considera porém que o empresariado tem um papel absolutamente determinante na evolução da economia, na criação de postos de trabalho e de riqueza.

Na Região considerou o orador, os empresários enfrentam uma tarefa particularmente árdua: “todos temos noção dos custos da insularidade e de como estes obrigam a uma duplicação quotidiana de esforços”, disse.

Reconhecendo também o empreendedorismo da diáspora madeirense, Ireneu Barreto aproveitou para reconhecer algumas fragilidades da economia madeirense, nomeadamente a sua grande dependência do sector turístico. Nessa medida, defendeu a diversificação do sector, com uma clara aposta no turismo ambiental, com uma ligação ao conhecimento e ao ambiente universitário.

Ireneu Barreto elogiou a dinâmica do M-ITI e do projecto mais recente do ‘Brava Valley’ e defendeu a esperança e o optimismo.

Numa outra esfera, defendeu que o Centro Internacional de Negócios da Madeira “é hoje um pilar fundamental da economia regional, e a explicação directa para que este território autónomo, que representa não mais de 2,5% da população portuguesa, consiga concitar 12% do investimento estrangeiro em Portugal”.

Considerou, por outro lado, que o tratamento mediático recente do CINM afigura-se como incorreto e injusto, em nome de sensacionalismos informativos ou preconceitos ideológicos.

O CINM, opinou, é fiscalizado e não pode ser confundido “com outras realidades obscuras e opacas, verdadeiras zonas de clandestinidade financeira internacional”.


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