
Sandra Rodríguez nasceu na Venezuela e, há alguns anos, regressou à Madeira onde tem uma carreira na música e na dança.
É com apreensão que olha para a atual situação política, económica e social do país que acolhe milhares de madeirenses.
“O povo venezuelano vive momentos de apreensão e incerteza”, revela ao Funchal Notícias.
Segundo Sandra Rodríguez “enquanto as filas de cidadãos comuns para obter produtos básicos preenchem as ruas do país, a oposição venezuelana entregou 1.850.000 assinaturas ao Conselho Nacional Eleitoral para solicitar um referendo revogatório do mandato presidencial”.
Segundo os entendidos, o referendo revogatório só terá eficácia prática se o plebiscito e as eleições tiverem lugar antes do ano 2017.
“Se isso acontecer e o resultado for favorável aos partidos políticos da oposição, num período de trinta dias o Presidente da Assembleia Nacional convoca o processo eleitoral. Entretanto, se o referendo for realizada no próximo ano e o mandato do presidente for revogado, cabe ao Vice-presidente cumprir o período presidencial até 2019. Seis anos é o tempo concedido como Presidente na Constituição da República Bolivariana da Venezuela”, explica.
Segundo Sandra Rodríguez a falta de bens essenciais “é umas das principais preocupações da comunidade que reside no país sul-americano. Alimentos e medicamentos escasseiam. De acordo com analistas nacionais e internacionais, os níveis de escassez de produtos básicos, são de “um país em guerra”. A falta generalizada chegou a 29% em 2014 e, este ano, em alimentos e medicamentos essa cifra já supera os 80%”.
Para a nossa interlocutora, “junta-se a esta situação, o racionamento elétrico, quatro horas diárias na maioria das cidades, e os altos níveis de insegurança, provocando, assim, um grande descontentamento na população, gerando confrontos, pilhagens e centenares de detidos”.
Atualmente, Caracas é considerada a cidade mais violenta do mundo segundo a Organização Não Governamental “Conselho Cidadão para a Segurança Pública”, instalada no México.
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