Não há paciência

Paulo Pita da Silva

Ando por ai, e deparo-me com uma série de interrogações na boca do mundo, nas pessoas, nas esplanadas de café, em refeições com a família, nos diários e tv’s. Isto são papéis do Panamá, isto são aumentos de impostos mas afinal não são, isto são resoluções bancarias sem saber de foi o Banco de Portugal ou o Governo a provocar, ao mesmo tempo são elogios e acusações a 365 dias de governação  do governo diz-se que renovado, os gastos de secretários e corpo das Secretarias referente a viagens e hotéis de 5 estrelas, por outro lado viagens importantíssimas de um edil ao continente africano, para cúmulo um arguido cidadão português com direitos e obrigações, inunda os jornais com advérbios rasos na sua defesa  e alegórica vitimização. Um reality show deprimente .

Todas estas questões nada de novo trazem a casa de cada um dos portugueses. Nada.

E nada porquê? Porque sim. Façam um exercício;

Infelizmente não é toda a população visada nos documentos do caso Panamá papers uma vez que só uma elite poderá beneficiar legalmente de reduções fiscais. Se a Madeira é um CINM ou uma Offshore, tanto me dá, desde que legalmente constituída e escurtinada por quem de direito, muito melhor pois sem ela não haveria na Madeira uma fonte de receita que equivale, a mais de 13% da colecta fiscal. Que alguns sectores da sociedade, desejam viver no mundo perfeito que não existe, é verdade que as soluções que encontram de fecho são inconsequentes, óbvio que o são, pois fechando esta praça outra nascerá na Holanda, ou mesmo em Sines… ahhhh pois em Sines, e porquê? Porque assim essa colecta seria do Estado e não receita própria da RAM. Espantados?

Não é a teoria da conspiração, é a realidade dos mercados financeiros e do financiamento estatal. Receita e mais receita.

Este governo nacional, que agora já até mostrou os dentes, não mete mais austeridade, mantém as reduções salariais, e prepara um IVA nos 25%, isto é não austeridade, é falta de honestidade política para  com os eleitores. Não se aumentam impostos, nem se repõem salários…. vira o disco toca o mesmo.

Caso Banif mais parece um sacrifício para matar Carlos Costa não olhando a meios para atingir fins, mas que a ajuda de canais de comunicação foi fundamental e não menos isenta lá disso nem as comissões de inquérito podem deixar de concluir, uma vez que não são conjunturas mas sim factos.

Antigamente governantes e seus subalternos, viajavam fora da lei, não nas malas de avião, ou num porta bagagens, mas em viagens e estadias em trabalho em hotéis de 4 e 5 estrelas. Uns saíram com as alterações, outros, a maioria, mantem-se no mesmo local. Quid júris? Zero.

Trezentos e sessenta  e seis dias de renovação, idas a casa da democracia, onde um coelho foi tema de capa de jornais, onde muito se discute, mas raras sãos as reais conclusões ou decisões em prol da res publica. Melhorou, sim democratizou-se, mas atores muitos deles sem mérito outros antigos e novos com qualidades, por vezes fechados em aparelhos partidários musculados, que lhes cortam o verbo e algumas qualidades.

Por outro lado o edil mais famoso da região, sorriso 100%, numa escalada de simpatia política ainda nem é candidato oficial a um segundo mandato, (a mim já informou que era candidato, e não pediu segredo), deu uns saltinhos pela mãe África, não para assuntos certamente da população do Funchal, mas sim mais do que certo para angariação de apoios a sua mais do que desejada e certa candidatura daqui a 36 meses a Quinta  Vigia. E quem pagou?

Já sei …… o Trail.

O Sócrates, dizem que é  engenheiro,  esse todas as semanas escreve mais um triste capitulo, de Sou Inocente e de inocentes estão os estabelecimentos pressionais cheios.

Portugal continua neste estado, onde se fala de tudo e tudo está cozinhado. Onde consumidor de informação é desinformado .

Cada vez mais penso que vivemos no tempo da desinformação, onde e facto a fuga passará a ser a seleção da informação que consumimos, ou não.

            Continuo nestes quarenta anos não a querer mudar o Mundo, mas sim mudar o meu mundo, onde família e bons amigos me acompanham e eu acompanho dia após dia.

Disse.


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