Prédio Caju é “bomba relógio”: Câmara não resolve, Proteção Civil alertada

 

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Fotos Rui Marote

(Com Rui Marote) / Há um adágio bem conhecido nestes termos: “Quem avisa, meu amigo é”. Há 15 meses, o  Funchal Notícias alertou para os perigos iminentes no edifício Caju, onde funcionou em tempos o “Supermercado Caju”, localizado na Rua da Carreira, na esquina com a Rua do Surdo.

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O alerta ficou, porém sem intervenção das entidades competentes, quiçá a aguardar a derrocada e lamentar as vítimas, num período de chuva e vento que tende a apressar o colapso de estruturas manifestamente seguras quanto mais as débeis. Sem exagero, podemos afirmar que ali existe “uma bomba relógio” e que se impõe a intervenção oficial.

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O FN recorda este processo. Com o encerramento do Supermercado Caju, os proprietários do prédio resolveram demolir os andares interiores  para que fosse deitadas lajes em todos os pisos. Como se diz de forma corrente, o prédio ficou sem “miolo” e a sua sustentabilidade é assegurada apenas pelas quatro paredes não escoradas. Entretanto, a obra foi abandonada.

Com o tráfego intenso que se faz sentir diariamente na Rua do Surdo, as implicações estão à vista. Por exemplo, quem esteja nas proximidades desde cruzamento Carreira/Surdo é notório sentir e ver o edifício “tremer” com tanto bulício e fragilidade do mesmo.

 

São centenas de transeuntes residentes  e estrangeiros  que por ali passam sem se aperceberem da “bomba relógio” que ali espreita e que a qualquer momento pode explodir. As imagens deverão dar que pensar a entidades idóneas e com responsabilidades de intervenção nestas matérias, como a Câmara Municipal do Funchal e o Serviço Regional de Proteção Civil. Quem sabe vedar a área e quiçá fechar o trânsito na Rua do Surdo? Saberão melhor as entidades competentes optar pela alternativa mais adequada ao interesses daqueles que os elegeram.

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Recentemente, o FN divulgou que o edifício tinha sido vendido uma vez que os proprietários residentes na Venezuela eram de difícil localização, entre obviamente outros factores. No mês passado, demos conta de que o prédio tinha sido vendido e iria nascer um hostel no mesmo espaço.

Neste momento, o cenário que se apresenta aos munícipes não é nada agradável e faz recear pela segurança pública.