Novo líder da JSD-M ao FN: “Não me candidatei à JSD a pensar em lugares”

André Alves3Não foi para ser candidato a deputado que André Alves se candidatou à liderança da JSD-Madeira. Este domingo, no congresso, em Machico, ganhou a Carolina Silva por dois escassos votos de diferença. Mas, apesar das “emoções ao rubro” espera, agora, que todos se unam em prol de uma “jota unida”.

FUNCHAL NOTÍCIAS: A liderança da JSD-M foi disputada taco-a-taco. Mas deu para notar que há uma jota da Carolina e outra do André. O que vai fazer para unir as ‘duas’ jotas?

ANDRÉ ALVES: Não vislumbro as coisas dessa maneira. É natural que havendo duas listas candidatas, há apoiantes, em peso, de cada uma delas. Soubemos, desde o início, que as coisas seriam assim, taco a taco, voto a voto. E é claro que na hora em que sabemos o resultado das eleições, as emoções estão ao rubro. Mas acredito que todos os militantes envolvidos estão aqui para trabalhar em prol dos jovens e, assim sendo, far-se-à a união natural. Se assim não for, não valia a pena andarmos por cá.

Contudo, é óbvio que continuo a reiterar o convite à participação e envolvimento de todos. Foi a primeira coisa que fiz assim que tomamos posse e será aquilo que continuarei a fazer. União e trabalho são as palavras de ordem desta equipa e o apoio e contributo de todos é crucial.

Ambos dissemos, ao longo da campanha interna, que queríamos uma Jota mais unida e, portanto, não espero outra coisa da companheira Carolina que seja diferente disto.

Para nós, não há a Jota da Carolina e do André, há muitos militantes válidos, com valores e boas ideias, que farão desta, sem dúvida, uma JSD cada vez melhor!

André alves2F.N.: Enquanto líder tem direito a ser o primeiro nome indicado pela jota para deputado na ALM, em 2019. Faz questão de o ser?

A.A.: Não me candidatei à JSD a pensar em lugares aqui ou ali. Tenho o meu trabalho, tenho a minha vida pessoal. A Juventude Social Democrata aparece como uma missão, uma entrega à causa pública, um trabalho pela juventude da Madeira e do Porto Santo.

Pelo menos até 2018 (uma vez que o mandato é de dois anos), estaremos, sempre, disponíveis para ajudar o Partido naqueles desafios que entenderem ser pertinentes para nós. Quanto mais não seja, com a nossa irreverência e com as nossas propostas, que em momento algum teremos medo de explanar.

Quanto ao resto, é totalmente secundário e a única coisa que faço questão de ser é útil e competente neste enorme desafio!

F.N.: É fácil ser líder sem ser deputado na ALM?

A.A.: Como lhe disse, não são os cargos que me interessam nem são eles que alimentam o trabalho de ninguém. São as pessoas e a sua vontade de lutar por mais e melhor que fazem a diferença, quer estejam na ALRAM, quer estejam apenas na JSD. A maioria dos militantes não chega a deputado e não foi por isso que deixamos de ter boas iniciativas. Para nós, não há qualquer inconveniente em não haver essa conciliação de que fala. Além disso, é preciso lembrar que o mandato na JSD terminou, mas continuamos a ter na ALRAM deputados da JSD, nomeadamente, os companheiros Rómulo Soares Coelho e a companheira Carolina Silva, com quem temos intenção de reunir em breve e que, tenho a certeza, estarão receptivos a trabalhar connosco. Porque aquilo que nos move a todos é a juventude!

andré alves4F.N.: A JSD quer indicar cabeças-de-lista para Juntas e Câmaras, nas Autárquicas de 2017?

A.A.: Não nego, modéstia à parte, que a JSD sempre apresentou quadros bem formados e competentes para os vários desafios que, ao longo dos tempos, foram aparecendo. Basta reflectir sobre os órgãos de poder e perceber que muitas das pessoas que deles fazem parte vêm desta grande escola de formação política.

Os jovens sempre estiveram representados nas JUntas e Câmaras e penso que não faz sentido que isso mude agora.

Mas não é primordial apresentar ou indicar esta ou aquela pessoa. Vamos dedicar-nos à causa pública, vamos estar fortes para mais este escrutínio e vamos ajudar a Social Democracia a vencer! O nosso foco é este.