Fumar e deitar as beatas no chão, ou não

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*Ao caminhar pela Rua Vale da Ajuda o FN deparou-se com beatas nos canteiros. Até ao Forum, as beatas acumulam-se pelos cantos e vegetação.

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São espaços públicos que pertencem a todos e que são poluídos diariamente por quem fuma e atira a beata para o chão, sem pensar que a beata não é biodegradável. Quem as junta?

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Se ninguém as juntar vão-se acumulando, originando um problema ambiental e de saúde.

Mas o caminho percorrido entre a Rua Vale da Ajuda e o Forum é um pequeno exemplo. No centro do Funchal o panorama é igual, nada abonatório para uma ilha que tem como cartaz a sua natureza.

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Segundo o movimento sem fins lucrativos, Portugal sem Beatas, uma beata demora entre 3 a 15 anos a degradar-se, dependendo das condições climatéricas a que está exposta, e nunca se decompõe na totalidade, havendo sempre micropartículas de nicotina, arsénico, cádmio, chumbo, alcatrão, e outras substâncias que ficam na terra, vão parar ao mar, ou são comidas por animais que entram na cadeia alimentar humana.

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De considerar também que a beata representa um perigo para as crianças, quando ingerida ou em contacto com as mãos, tendo em conta que tem substâncias carcinogénicas e tem efeitos nocivos, uma vez que se acumula nas sarjetas, nos jardins, nos pavimentos, nas paragens de autocarros.

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As beatas são resíduos, por isso devem ser encaminhadas devidamente e não abandonadas no chão. Há também os cinzeiros portáteis.

Em Portugal ainda não existe um plano de reciclagem de beatas, à semelhança de outros países como no Brasil e Canadá.

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