PSD-Porto Moniz reage a Emanuel Câmara

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A comissão política do PSD do Porto Moniz reagiu a uma notícia publicada no DN-Madeira no dia 14 de Abril, na qual o Presidente da Câmara local, “fazendo uso de adjectivos vulgares e de pouca ética e respeito para com quem faz oposição neste concelho, mente de forma deliberada à população”.

Por isso, os deputados municipais e os vereadores do PSD vêm esclarecer que “em 2015 a taxa de execução do PPI foi de 17,98%, que, quando equiparado com o saldo de gestão de 2.7 milhões de euros no mesmo ano, demonstra claramente a estratégia eleitoralista de deixar para o último ano do mandato a realização de investimentos no intuito de ludibriar a opinião dos munícipes”.

Por outro lado, acusam, “áreas como o turismo e a agricultura, principais actividades económicas do concelho, no decurso do ano de 2015 tiveram um investimento de 0%;  e em 2015, o plano de actividades reflecte uma taxa de execução de 70,95%, o que é evidentemente comprovado pelo enorme volume de festas e actividades lúdicas realizadas, numa postura de claro esbanjamento de recursos”, denunciam.

Os social-democratad dizem que a dívida herdada pelo actual executivo socialista foi de cerca de 4 milhões de euros, mas recorda que no mandato anterior, em quatro anos de gestão do PSD, foram pagos oito milhões de euros de dívida, enquanto, no actual mandato, em três anos, pagaram-se 1,5 milhões, ou seja, menos 75%”.

O PSD acusa o actual executivo socialista de ter usufruído de um aumento colossal de receitas de impostos nomeadamente dos Directos, do IRS e das Taxas, Coimas e Outras Penalidades, mas sobretudo do IMI (em 2012 o valor cobrado era apenas de 79.939€, mas em 2014 já ascendia a 237.935€, passando a 260.799€ em 2015), sendo que nada foi feito no sentido de aliviar esta carga fiscal cujo aumento é inversamente proporcional à evolução demográfica do concelho, traduzindo-se, por isso, numa maior sobrecarga para cada um dos munícipes.

“Nas propostas de orçamento para 2014 e 2015 os vereadores do PSD propuseram a devolução dos 5% do IRS aos munícipes, tendo recebido apreciação negativa dos socialistas que só a fazem aprovar agora para ter efeitos apenas em 2017, último ano do mandato, com o mesmo objectivo eleitoralista”, acusam.

Concluem dizendo que em momento nenhum se afirmou que o município está com dificuldade financeiras, “pelo contrário, tem um saldo satisfatoriamente positivo e isso sim deve-se à gestão do PSD que criou obra, garantiu postos de trabalho e ainda deixou na autarquia excelentes condições de gestão e um saldo positivo de cerca de 800 mil euros, que agora é esbanjado pelo populismo socialista; o que nos preocupa não é o passado que o senhor presidente da Câmara passa a vida a apregoar, mas sim o futuro do nosso concelho, em relação ao qual Emanuel Câmara esquiva-se de falar ou de apresentar soluções, nomeadamente para o grande flagelo desta terra que é a desertificação”

Por isso desafiam o edil a vir publicamente dizer que estes factos não são realidade “ou, como obviamente não o poderá fazer, pedir desculpas à população deste concelho pela mentira que fez propagar” assim como ao PSD Porto Moniz pela “adjectivação de pouca ética política” que, entendem, utilizou.


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