O presidente do PS-Madeira, Carlos Pereira volta a colocar o tema da dívida oculta da Madeira na ordem do dia. Fê-lo, há cinco minutos, nas suas ‘Notas do dia’.
Carlos Pereira não poupa o atual secretário regional, Rui Gonçalves por estar envolvido “na trapalhada” desde o ano 2000 e retira do boletim semestral da dívida que há mais 600 milhões de euros de dívida no final de 2012.
“A dívida da Madeira, designadamente a dívida oculta, constitui um dos aspectos mais vergonhosos da governação em Portugal . Corou de vergonha os madeirenses que foram surpreendidos com mais de 2000 facturas escondidas durante sete anos e que fugiram ao escrutínio da ALRAM. Era mais de 20% do PIB que foi sendo escondido do povo e das autoridades. Havia outros mecanismos de manipulação das contas mas este valor foi declarado, oficialmente, escondido e houve governantes que confessaram que o fizeram deliberadamente”, situa.
Segundo Carlos Pereira, “passaram mais de 4 anos e os madeirenses sofreram um plano de resgate com condicionaIdades duríssimas, sem qualquer responsabilização política ou criminal. Agora, da análise do boletim semestral da dívida, que começou a ser publicado o ano passado, detectam-se discrepâncias significativas tendo em conta a avaliação da dívida em 2011 pela IGF. Há mais 600 milhões de euros de dívida no final de 2012, ano de resgate”, extraiu.
Para o líder regional do PS “a questão tem de ser resolvida.Tem de ser clarificada: a IGF calculou mal? a dívida aumentou em pleno resgate? O governo regional tinha mais dívida escondida? havia juros de mora por contabilizar? Não sei. Mas o actual Secretário das Finanças esteve nesta trapalhada toda o tempo todo, desde 2000. Portanto é inaceitável que se esconda por detrás da propaganda que anda a construir em torno de uma agenda para lavar a sua imagem e branquear todo o seu envolvimento no maior escândalo de finanças públicas em Portugal”.
Carlos Pereira tem a certeza de uma coisa: “Não descansarei enquanto este tema não for clarificado porque ele afecta e afectou duramente a vida dos madeirenses”.
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