
O Bloco de Esquerda/Madeira vai avançar amanhã com um pedido de audição parlamentar ao secretário regional das Finanças, Rui Gonçalves, para esclarecer qualquer possível envolvimento do Centro Internacional de Negócios na Polémica dos ‘Panama Papers’, que tanto tem dado que falar a nível mundial. De acordo com o dirigente regional Roberto Almada, o partido quer também ouvir o responsável pela empresa concessionária, ou seja, Francisco Costa, da SDM. E espera que o PSD não chumbe este pedido para ouvir os dois responsáveis na Comissão de Finanças, como anteriormente o fez a respeito de outras matérias supostamente nebulosas relacionadas com o CINM.
O escândalo mundial dos ‘Panama Papers’ continua a movimentar o tecido político e económico internacional, nacional e agora também regional, com o hipotético envolvimento do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) em algumas das operações comandadas pelo escritório de advogados Mossack Fonseca, focado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação que desvendou estes ‘papéis do Panamá’ sobre lavagem de dinheiro e gestão de fortunas em ‘offshores’.
A Madeira está agora também sob escrutínio: Catarina Martins, porta-voz nacional e uma das dirigentes do Bloco de Esquerda, veio defender que Portugal deve dar o exemplo, a nível internacional, de “acabar com a praça financeira da Madeira”, que deixou bem claro considerar um “offshore”. A dirigente bloquista disse ainda que há uma grande convergência de posições entre o seu partido e a central sindical CGTP, nomeadamente com o secretário-geral Arménio Carlos, que defende também o fim do “offshore” da Madeira e que acusa estes espaços de serem lugares privilegiados para a “lavagem de dinheiro e negócios ilícitos”.
Também o economista e autor do livro ‘Suite 605’, João Pedro Martins, surgiu hoje como comentador na TV e no seu mural do Facebook a tecer graves acusações ao CINM, considerando que existem “provas mais que suficientes para a vergonha do offshore da Madeira ser fechada”.
Referindo-se à Mossack Fonseca, João Pedro Martins afirmou que este escritório de advogados panamiano “é o mesmo que tem operado no offshore da Madeira com ligações à Máfia de Andorra”. E questiona-se se ainda são necessárias mais provas para fechar esta praça financeira.
Entretanto, teceu ainda acusações ao director regional dos Assuntos Fiscais da Madeira, João Machado, adiantando que o mesmo terá permitido criar no Mar, Registo de Navios da Madeira, uma empresa com ligações a estas movimentações agora denunciadas nos Panama Papers.
Tanto este responsável como a SDM recusaram, para já, prestar declarações sobre o assunto, indagados pela comunicação social.
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