Cláudia Monteiro de Aguiar ao FN: “O Partido sabe que pode contar comigo”

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Fotos Facebook Cláudia Monteiro de Aguiar

A madeirense Cláudia Monteiro de Aguiar foi recentemente consagrada pelo Parlamento Europeu como “deputada do ano”. Em entrevista ao Funchal Notícias, a parlamentar disse que é um reconhecimento pelo trabalho feito, que é difícil comparar o trabalho em São Bento e em Estrasburgo e que está preparada para os desafios que o PSD lhe quiser atribuir. Sobre a corrida à liderança da JSD-Madeira, foi evasiva na resposta.

Funchal Notícias: O que é ser a deputada do ano no Parlamento Europeu?

Cláudia Monteiro de Aguiar: É ver reconhecido com imensa satisfação, todo o trabalho desenvolvido, no primeiro ano de mandato no Parlamento Europeu. Significa orgulho de ter conseguido colocar na Agenda do Parlamento Europeu, em conjunto com outros deputados de outros Países, um sector tão importante e com peso significativo na União Europeia, mas também nos vários Estados Membros. É sinónimo de que devemos imprimir sempre empenho e dedicação em tudo o que fazemos.

Cláudia3F.N.: Para além do turismo tem-se batido pelo problema dos transportes e da mobilidade. A Europa parece que quer deixar cair o estatuto de ultraperiferia. Como comenta?

C.M.A.: Não está em cima da mesa deixar cair o Estatuto da Ultraperiferia. Se eventualmente isso fosse equacionado seria claramente uma afronta, mas não está em causa. O que aconteceu foi a informação de uma possível reestruturação da Unidade das Ultraperiferias, ou seja, do departamento da Comissão Europeia nomeadamente do Desenvolvimento Regional. Já questionei a Comissão Europeia sobre a veracidade do mesmo, os restantes deputados das Regiões Ultraperiféricas juntaram-se a esta iniciativa. E tivemos conhecimento da preocupação do Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira que atempadamente reagiu e agiu perante esta informação junto das Instituições Europeias competentes.

F.N.: Prefere estar em Estrasburgo ou em São Bento?

C.M.A.: São ambientes políticos completamente distintos. São funções que não têm termo de comparação, a não ser o que nos motiva, defender sempre os interesses dos cidadãos de Portugal, que são claramente cidadãos europeus mas com especificidades concretas. E perante as diferentes especificidades é sempre importante conseguir com que se consiga tratamento igual para o que é igual e um tratamento diferenciado para tudo o que é diferente. No Parlamento Europeu ainda que sejamos co-legisladores não nos permite legislar plenamente para e pelos cidadãos mas os Eurodeputados têm condições de trabalho que são incomparavelmente melhores, o que acarreta em si mesmo uma obrigação de aproximar políticas europeias, oportunidades europeias, mecanismos europeus dos cidadãos.

Cláudia4F.N.: Ambiciona, algum dia, assumir funções no Governo Regional da Madeira?.

C.M.A.: Isso nem sequer está equacionado nos meus pensamentos. Além de viver a vida, dia a dia, a vida política é encarada da mesma forma, sem projetos a longo prazo. O serviço público não deve, de forma alguma, reger-se por lugares ou ambições. O Partido sabe que pode contar comigo sempre que assim o entender e onde julgar que os meus contributos e prestação são uma mais-valia. As ambições de quem desempenha um cargo público devem ser a de lidar com o que é de todos com ética e responsabilidade sempre que somos desafiados.

F.N.: Quem apoia para a liderança da JSD-Madeira?

C.M.A.: Sei que a Juventude Social Democrata vai a eleições e estou certa que os militantes saberão escolher a equipa com que mais se identificam para liderar a estrutura.