A Webletter desta semana do presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo reflete sobre a questão das acessibilidades e dos transportes.
Sob o título “A necessidade de voar”, o edil inspirou-se na recente ida a Estrasburgo.
“Tive a oportunidade de participar no Parlamento Europeu num debate, promovido pela eurodeputada Liliana Rodrigues, sobre o impacto dos transportes aéreos no desenvolvimento regional. Há toda uma intencionalidade nesta discussão, pois para além de uma série de entidades e individualidades convidadas a participar, representando a sociedade madeirense, estava presente pela Ryanair, David O’Brien, diretor comercial daquela companhia aérea. E a pergunta é: porque razão a Ryanair, que tem quatro bases em Portugal (Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada), não voa para a Madeira?”
Segundo Paulo Cafôfo “o modelo e o subsídio à mobilidade do Governo Regional padece, desde a primeira hora, de uma série de erros, que necessitam ser corrigidos. Em vez de se aplicar o sistema já em vigor nos Açores, optou-se por um modelo que corre o risco de colapsar. As principais diferenças são: o reembolso em 60 dias e para viagens até 400 euros, e o plafond inscrito no Orçamento de Estado, para suportar o subsídio à mobilidade, de 11 milhões de euros, inferior aos 15 milhões de euros atribuídos aos açorianos”.
Para o autarca “o Governo Regional tem, conjuntamente com a ANA/VINCI, de ter a pro-atividade de negociar com a Ryanair a instalação de uma base na Madeira, com vantagens imediatas para os residentes e para o turismo, introduzindo mais concorrência, cuja falta prejudica imenso a economia local”.
Nos destaques positivos da semana, Paulo Cafôfo coloca o IV Fórum da empregabilidade e o velejador João Rodrigues e, nos destaques negativos, a ruptura de stock de medicamentos e a situação política em Espanha.
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