Rubina Leal defende aumento do salário minimo na RAM para 540 euros

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Foros:Rui Marote

A secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rubina Leal, está no parlamento regional para apresentar o diploma do Governo Regional que estabelece um aumento do salário mínimo na Madeira para o valor de 540 euros. São mãos 25 euros e 50 cêntimos para os trabalhadores, face a 2015, salientou. Rubina Leal assegurou que oito mil madeirenses poderão beneficiar desta proposta de decreto legislativo regional, sendo que a grande maioria deles está afecta ao sector privado. O plano de ajustamento económico e financeiro teve um forte impacto nos madeirenses , assumiu, com graves consequências para as famílias e para as empresas. Esta proposta de aumento é, pois, “uma ferramenta para a correcção das desigualdades”, contribuindo para uma “diminuição das diferenças sociais”.
Naturalmente, Rubina Leal foi confrontada pela oposição. Entre outros deputados, Ricardo Lume, do PCP, considerou que este aumento não é suficiente para dar respostas às muitas dificuldades dos madeirenses. Perguntou a propósito à governante se um aumento de dois por cento não é insuficiente para tantos problemas de um povo sacrificado pelo PAEF.
Nos Açores, apontou este e vários outros deputados, o salário mínimo é maior, com um aumento de 5 por cento e uma carga fiscal mais baixa para os cidadãos. São 556, 5 euros.
Rubina Leal respondeu que não iria cair na tentação de dizer que este aumento chega, pois sabe que não. Mas considerou que só é possível aumentar 2 por cento, para não sobrecarregar as empresas, que também foram gravemente afectadas, defendeu.
“Pretendemos manter um equilíbrio e rigor. Não podemos sobrecarregar as empresas”, declarou.

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Rubina Leal teve ainda de ouvir as críticas de Quintino Costa (PTP), que acusou a Secretaria Regional do Ambiente, na figura de Susana Prada, de se recusar a ouvir os Vigilantes do Parque Natural da Madeira, e de Gil Canha, que apontou a “exploração dos trabalhadores no porto do Caniçal”, que considerou susceptível de gerar na Madeira uma greve semelhante à dos estivadores do Porto de Lisboa, qualquer dia destes e que, considerou, merece uma atenção especial do Governo Regional.

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Por outro lado, Rubina Leal enfrenta também a posição do Bloco de Esquerda, que defende um salário mínimo de 556, 5 euros.