A odisseia dos sofás que não cabiam nas escadas

*Com Rui Marote

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Há histórias assim, fantásticas. Conforme informaram ao Funchal Notícias, o secretário regional da Economia, Turismo e Cultura encomendou há dois meses um conjunto de sofá e dois maples em cor cinzenta, para o seu gabinete.

Tudo muito bem, até parecia que o gabinete ia ficar mais confortável. Até que, na entrega dos mesmos, se constatou que era impossível transportá-los para lá. Demasiado volumosos, não cabiam nas escadas de acesso ao segundo andar do edifício da Secretaria situada na Avenida Arriaga. No elevador também não cabiam.

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Ainda se ponderou a hipótese de fazê-los entrar pelas janelas, à noite, para dar menos na vista. Mas alguém teve a ideia de medir as janelas e… não cabiam.

Conclusão: o sofá e os maples estão agora na sala de exposições do Turismo, no rés-do-chão. Ali os visitantes das mostras poderão não só contemplá-las sentados, como talvez mesmo “passar pelas brasas”.

Enfim. Numa altura em que todos apertam o cinto, ainda há destas liberdades, e ainda por cima sem usar a fita métrica.

Nos anos 80, recordamos, alguém na Empresa de Electricidade da Madeira resolveu comprar um tapete persa para o gabinete, nas galerias Caires. O preço era de tal ordem que o falecido eng. Jardim, presidente na altura, ordenou que o mesmo fosse devolvido, recusando-se a pagar.

Parece que o sofá e os maples seguirão igualmente o caminho da devolução, mas não por causa do preço…

É caso para dizer: Estepilha…


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