Banif: uma história de muitas fachadas

banif santanderA transferência dos ativos e balcões do BANIF para as mãos do Santander Totta é tarefa ainda em curso. Nesta imagem captada pelo FN, faltará o que se pode chamar de trabalho de fachada.

Quatro semanas depois das notícias que davam como certa a extinção do banco de alma madeirense ainda é possível encontrar, em alguns pontos da Região, os últimos testemunhos de uma instituição que em tempos foi porto de abrigo para milhares de madeirenses, cá e lá fora.

Em Câmara de Lobos, a poucos metros de uma agência do Santander, resistem o nome e o símbolo do Banif no exterior do edifício. Um olhar menos avisado poderia fazer incorrer na ideia de um bastião resistente, um “orgulhosamente só” à investida espanhola. Enganem-se, porque a informação na vitrine dá conta já da mudança de dono. “Bem vindo a 2016 com uma nova confiança” é a mensagem otimista que espera recuperar o ânimo de quem foi apanhado na tormenta.

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A imagem regista algo que será irrepetível daqui a pouco tempo. Banif e Santander juntos no mesmo espaço, como se de um ritual de passagem se tratasse. Será uma espécie de página da história partilhada pelas duas instituições, com sabor a fel para muitos.

Resta saber como ficarão alguns clientes, investidores e funcionários do Banif quando o capítulo finalmente se fechar. Para os contribuintes portugueses já sabemos que será tudo menos um conto de fadas. Quase quatro mil milhões de euros e efeitos ainda por contabilizar na sustentabilidade do país e na vida das pessoas marcarão o “final infeliz” de uma estória de fachada que tem mais vilões do que heróis.


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