Mandatária de Marisa Matias aponta para “bom resultado” na Madeira

marisa matiasUm bom resultado. É desta forma que a mandatária de Marisa Matias na Madeira analisa os dez por cento de votos que candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda conseguiu no cômputo regional.

Raquel Gonçalves, que integra neste momento um painel de opinião nos estúdios da RTP-M, considera que a mensagem da candidata mais jovem deste ato eleitoral, em prol da dignificação dos valores consagrados na Constituição, chegou ao eleitorado madeirense. Sobretudo quando nos últimos anos os princípios constitucionais foram fortemente atacados pelas medidas de austeridade implementadas e que acabaram por gerar graves problemas sociais.

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Marisa Matias terá conseguido o terceiro lugar, em termos nacionais, sendo o quarto candidato mais votado na Madeira (10,1%), atrás de Marcelo Rebelo de Sousa (51,4%), Edgar Silva (19,7%) e Sampaio da Nóvoa (11,3%).

O facto de a candidatura da eurodeputada ter sido explicitamente apoiada pelo Bloco de Esquerda não constituiu, para Raquel Gonçalves, um fator que tenha condicionado os resultados. A mandatária desdramatizou a situação, considerando que Marisa Matias, apesar do caráter unipessoal e apartidário destas eleições, era uma candidata orgulhosa do apoio demonstrado pelo partido de Catarina Martins, algo que outros candidatos não puderam expressar. E apontou o caso de Marcelo Rebelo de Sousa que, estrategicamente, se afastou do PSD e de Passos Coelho com receio de uma contaminação gerada pela impopularidade do anterior Primeiro-Ministro.

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A socióloga combativa

Marisa Matias, socióloga de formação, concorreu às Presidenciais de 2016 aos 39 anos de idade, sendo a mais jovem dos dez candidatos na corrida a Belém.

Apesar da juventude, apresenta já um percurso político e de intervenção social diversificado e reconhecido entre colegas e adversários partidários. Eurodeputada, vice-presidente do Partido de Esquerda Europeia e dirigente do Bloco de Esquerda, é natural de Alcouce, uma pequena aldeia a 17 quilómetros de Coimbra, onde nasceu a 20 de fevereiro de 1976.

Marisa Matias é oriunda de uma família modesta, filha de um guarda florestal e de uma empregada de limpezas, algo que nunca a impediu de concretizar os seus projetos e sonhos, sendo pelo contrário um fator decisivo na opção pela sociologia e na luta pelos mais vulneráveis.

Quem a conhece, destaca a sua determinação, inteligência, coerência e espírito combativo em prol das causas sociais, sendo ainda hoje lembrado o episódio dos imigrantes ilegais no Parlamento Europeu, que não tinham acesso a cuidados básicos. Uma iniciativa com alguns constrangimentos porque, inicialmente, os imigrantes ficaram parados nas barreiras de segurança. A eurodeputada recorreu a uma assessora que tinha entrado com o cão, argumentando que se tinham deixado entrar um cão, qual seria a justificação para não deixarem entrar os imigrantes.

Filiou-se no BE em 2005, pertencendo à Mesa Nacional e à comissão política. No Parlamento Europeu integra o Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde.

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