David Dinis substitui Paulo Baldaia na direção da TSF

(Facebook)
(David Dinis – Facebook)

David Dinis será o futuro diretor da TSF, isto depois de Paulo Baldaia ter anunciado esta sexta-feira a sua saída do cargo. “Estou profundamente feliz e satisfeito. É um grande jornalista”, reagia assim Paulo Baldaia ao nome que o sucede à frente da TSF.

Convidado pela Global Media para substituir Paulo Baldaia que já estava de saída há alguns meses, David Dinis deixa o cargo de diretor do jornal Observador, que será ocupado por Miguel Pinheiro.

Na sua página de facebook, o ex-diretor da TSF assegura que não há nenhuma história escondida por trás da decisão pessoal. “Nem a administração se cansou de mim e decidiu correr comigo, nem eu me cansei da administração à qual reconheço, aliás, ter tido a capacidade de salvar os diferentes projetos que constituem o espólio da Global Media”, reiterou. “Há cansaço sim senhor, mas é da minha parte em relação ao que estava a fazer. Ainda tenho muito para dar ao jornalismo, não tenho medo do trabalho e saberei ser útil naquilo que vou fazer.”

Paulo Baldaia, que foi diretor da TSF durante mais de oito anos, admitiu que já havia transmitido à administração da empresa a vontade em deixar o cargo. “Saio agora, mas continuarei a ser jornalista no grupo Global Media e continuarei a fazer opinião na TSF, no DN e na SIC-Notícias”, garante.

(Paulo Baldaia - Facebook)
(Paulo Baldaia – Facebook)

Apologista da limitação de mandatos, princípio que permite a renovação constante das lógicas de gestão editorial, Paulo Baldaia considera que “só há liberdade a sério quando somos capazes de viver desprendidos do poder”.
“A TSF já não é o que era, porque as pessoas que cá trabalham já não são o que eram, os nossos ouvintes já não são o que eram e o país no seu todo já não é o que era”, acrescenta, destacando o facto de a TSF ser o único projeto radiofónico inteiramente de informação e inteiramente privado na Europa, situação que representa um desafio em termos de financiamento. “Esse financiamento tem estado a faltar, por variadíssimas razões, à comunicação social de uma forma geral. Para a existência da TSF é absolutamente necessário garantir formas de financiamento diversificadas, o que tem estado a ser conseguido mas não está garantido”.

Para Paulo Baldaia, só a diversificação na produção de conteúdos, em concorrência com as outras marcas, poderá revitalizar os melhores projetos de comunicação social que existem no país.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.