Obama garante que economia dos EUA é a mais forte do Mundo

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O presidente norte-americano Barack Obama fez ontem à noite (quando eram já duas horas da madrugada em Portugal) o tradicional discurso do Estado da União, defendendo fortemente a actuação da sua administração e mostrando optimismo quanto ao futuro dos Estados Unidos a um ano do final do mandato.

Conforme refere a BBC, Obama foi bastante crítico do tom negativista da actual corrida norte-americana às Presidenciais, considerando que os EUA têm a mais pujante e durável economia do Mundo.

“Qualquer pessoa que afirme que a economia da América esta em declínio está  a aventurar-se no reino da ficção”, declarou.

A reforma do sistema de saúde conseguida pela sua administração foi um dos pontos altos do discurso, que obteve numerosos aplausos dos seus apoiantes.

O discurso teve um tom insistente no quão melhor estão os EUA desde que Barack Obama ascendeu ao cargo de Presidente.

Obama disse à plateia que o ouvia que não se queria concentrar no próximo ano, mas que se queria focar nos próximos cinco, dez anos, e para além.

“Quero focar-me no futuro”, declarou, antes de considerar que, ao invés de estar mais fraca,a economia tem mudado de maneira profunda.

Entre os pontos abordados, o actual presidente falou da necessidade de combater a desigualdade, de usar a tecnologia para combater as mudanças climáticas e manter a segurança nacional, bem como de o país não se deixar envolver excessivamente em conflitos no estrangeiro.

Lamentou que, ao longo da sua presidência, Republicanos e Democratas tenham cresciido em hostilidade uns contra os outros, e defendeu que a actividade política deve reflectir o melhor de nós próprios.

Sem mencionar o polémico aspirante a presidente Donald Trump, enviou-lhe todavia uma farpa, quando disse que “quando os políticos insultam os muçulmanos, quando uma mesquita é vandalizada, ou uma criança sofre bullying, isso não nos torna mais seguros”.

“Isso trai quem somos, enquanto país”, defendeu.

Obama apenas mencionou a questão das armas de fogo de passagem, embora tenha protagonizado medidas recentes de maior controlo das armas. No entanto, uma cadeira foi propositadamente deixada vazia na câmara onde foi feito o discurso, simbolizando as vítimas da violência com armas de fogo, que assola sistematica e recorrentemente os Estados Unidos.

O discurso já foi criticado pelos Republicanos, que disseram que Barack Obama falou de forma eloquente sobre coisas muito importantes, mas que o que realizou foi menos do que aquilo que abordou nas suas palavras grandiloquentes,.


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