
O chefe da Polícia da cidade alemã de Colónia foi demitido, na sequência dos eventos que tiveram lugar na noite de Ano Novo, nomeadamente uma série de ataques a mulheres por grupos de indivíduos alegadamente de aparência árabe ou do norte de África.
O Ministro do Interior disse que tinha suspendido temporariamente Wolfgang Albers, após muitas críticas por parte do público à actuação da Polícia alemã.
A violência no exterior da maior estação de comboios de Colónia, com grupos de dezenas de homens a apalpar e a roubar mulheres indiscriminadamente, espoletou um debate intenso sobre a política de ‘portas abertas’ da Alemanha aos migrantes.
As autoridades dizem ter identificado 18 pessoas que solicitaram asilo, entre 31 suspeitos ligados a crimes cometidos em Colónia na noite de Ano Novo.
A presidente da Câmara de Colónia, Henriette Reker, reclamara já da actuação da Polícia e da liderança de Wolfgang Albers, dizendo que a relação do público com as forças da autoridade fora seriamente abalada.
O chefe da Polícia tem sido acusado de reter informação acerca dos ataques, nomeadamente da suposta origem dos seus perpetradores, por uma questão de conveniência política, para não indispor os alemães contra os migrantes.
Registaram-se 170 queixas-crime, entre as quais 117 envolvendo agressão sexual. Duas foram alegações de violação.
Dois homens, de 16 e 23 anos e aparentemente de origens norte-africanas, foram detidos na quinta-feira, mas libertados sem acusação.
Os suspeitos que estão a ser investigados incluem nove argelinos, oito marroquinos, quatro sírios, cinco iranianos, dois alemães, um americano, um sérvio e um iraquiano.
A chanceler Angela Merkel condenou os actos, e disse que a Alemanha verificará se está a fazer o suficiente para que os estrangeiros condenados por crimes sejam deportados. Acrescentou que têm de ser dados sinais claros àqueles que não estão preparados para obedecer ás leis germãnicas.
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