
A presidente do Departamento das Mulheres Socialistas da Madeira, Mafalda Gonçalves, a secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino e a eurodeputada do PS, Liliana Rodrigues, participaram hoje num debate na sede do PS-Madeira, intitulado “Mulheres e Poder”. Em foco esteve o exercício do parlamentarismo por mulheres e o contributo que as mesmas podem trazer à política.
Catarina Marcelino referiu estar na Região “com imenso gosto”, tendo vindo convidada pela Câmara Municipal do Funchal fazer uma conferência sobre um tema semelhante ao que hoje foi abordado no PS, sobre as questões do poder e as formas como as mulheres podem influenciar a literacia.
“Foi um dia muito enriquecedor. Terminei o meu dia oficial por volta das cinco e meia da tarde, e a convite das Mulheres Socialistas da Região, vim ao Partido Socialista antes de ir apanhar o avião, fazer este debate. É sempre importante fazê-lo, porque a participação política das mulheres faz-se também pelo debate sobre esse tema, a forma como as mulheres devem intervir na política… e foi com muito agrado que vi uma sala do PS cheia de homens e mulheres a debaterem esta questão, sem ninguém sair da sala, ficando sempre até ao fim”, referiu a governante.
Ao tomarem posições de poder, defendeu, as mulheres trazem experiências da sua vida pessoal e social que enriquecem a política.
Catarina Marcelino disse esperar vir a constatar no futuro uma Assembleia Regional da Madeira mais equilibrada do ponto de vista da representatividade das mulheres, que não chegam a um quarto dos deputados. Isto quando a quota de género, a lei que não é aplicada na Madeira mas que rege as eleições em Portugal e na Europa, é de 33 por cento.
“Estamos dez por cento na Madeira abaixo deste valor”, lamentou.
Sobre as Presidenciais, constatou com agrado haver duas mulheres candidatas a presidente da República, o que não acontecia desde que Maria de Lourdes Pintassilgo foi candidata na década de 80.
Por seu turno, numa intervenção proferida na ocasião, Mafalda Gonçalves considerou ser uma honra “receber tão ilustres convidadas”, naquela que é a primeira visita oficial de uma integrante do novo Governo da República à Região.
Mafalda Gonçalves considerou também “um orgulho termos começado pela Igualdade… penso que será um bom prenúncio para o resto do mandato”.
Numa apreciação à reunião, a oradora considerou ter-se tratado de uma discussão e um debate muito interessantes, cruzando perspectivas diferentes de pessoas com visões específicas. “É isto que faz de nós um partido mais plural e mais enriquecido com os contributos de diversas áreas”.
Mafalda Gonçalves, deputada do PS, considerou que no exercício do parlamentarismo está ainda numa fase de aprendizagem, procurando evoluir.
Sobre o concreto objectivo deste debate, disse que foi cruzar visões de três mulheres socialistas sobre o tema ‘Mulheres e Poder’, e falar do trabalho que cada uma está a desenvolver nas suas diferentes áreas.
Finalmente, Liliana Rodrigues disse que no caso do Parlamento Europeu, há apenas um terço de mulheres deputadas, o que significa que “a questão da paridade está muito longe de ser conseguida”.
A Comissão Europeia é, por outro lado, “um péssimo exemplo”, existindo na mesma apenas 39 mulheres.
Na sua experiência como deputada, referiu, nunca se sentiu discriminada pelo facto de ser mulher. “Mas também é verdade que, ao nível europeu, há maior número de mulheres formadas, e no entanto não são elas que ocupam cargos de destaque. Nas universidades, por exemplo, quantas mulheres há que sejam reitoras?”, questionou. “Temos uma universidade que existe desde o séc. XII, e tanto quanto sei, tivemos duas mulheres reitoras”.
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