
A Madeira começa um novo ano com uma grande e decisiva empreitada para o seu futuro: o novo Savoy. Após um longo e difícil impasse, eis que alguém tem a visão de aplicar a sua “artilharia pesada” da construção no ressuscitar do emblemático Savoy, até agora reduzido a um inestético buraco na Avenida do Infante.
O nome do empreendedor chama-se José Avelino Farinha. Discreto, audaz e sempre disposto a arregaçar as mangas, assim é o empresário da Calheta. Uns pelam-se pelo anúncio nos media de projetos sempre adiados, outros tanto se rejubilam como se queixam da ilha, do governo e até do tempo. Outros preferem ainda passear-se com as “babes” pelas revistas cor de rosa. O homem forte do grupo AFA, agora Grupo Savoy, não se dá aos holofotes das revistas e dos jornais e prefere apresentar serviço. Pode-se gostar ou não. Pode-se até criticar ou suspeitar do estilo. Mas os resultados falam sempre mais alto.
Desta vez, o homem que ajudou a rasgar estradas e a construir a Madeira Nova intuiu que era necessário dar o passo para a mudança. A construção já deu o que tinha a dar e havia que mudar para a hotelaria para continuar a crescer. Se calhar terá seguido os conselhos do génio Fernando Pessoa, quando afirma “Tudo quanto vive, vive porque muda”. Como regista o nosso cartoonista, com o José Avelino ninguém faz farinha. Na gíria futebolística, diríamos que o placard regista 1-0 a favor do novo patrão do Savoy que assim consegue segurar centenas de trabalhadores e famílias e dar oxigénio à hotelaria madeirense.
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