BE propõe salário mínimo de 556 euros na Região

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O Bloco de Esquerda deu hoje uma conferência de imprensa para abordar a questão do salário mínimo nacional, fixado pelo Governo da República em 530 euros na última reunião do Conselho de Ministros.

Na RAM, como é do domínio público, “o Governo Regional tem, historicamente, fixado o salário mínimo num valor ligeiramente superior ao salário mínimo em vigor no continente”, sublinhou Roberto Almada.

Nos últimos anos, esse valor tem sido fixado em dois por cento acima do salário mínimo nacional, mas o BE entende que esse acréscimo, no ano que agora se vai iniciar, não é suficiente para repor tudo aquilo que os madeirenses têm perdido.

Para o Bloco, um acréscimo de pelo menos cinco por cento ao salário mínimo nacional é exigível, colocando o valor na Região em 556 euros e 50 cêntimos. Só assim poderão os madeirenses fazer frente às dificuldades que agora se colocam, numa altura em que acaba o programa de austeridade.

“Nesta altura é preciso responder à crise e à calamidade social que se abateu sobre os madeirenses (…) referiu Roberto Almada, salientando que a proposta do Bloco não é mais do 85 cêntimos por dia.

“É de toda a justiça que esta proposta seja aprovada no Parlamento regional”, referem os bloquistas, que aproveitam para apelar à maioria social-democrata para que olhem para as necessidades sociais duma população martirizada pelos sacrifícios.


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