Morreu a coordenadora do Plano de Ordenamento Turístico, Ana Lebre

ana lebre
A apresentação do novo Plano de Ordenamento Turístico, pela ex-secretária do turismo, na presença da arquiteta Ana Lebre, a 17.12.2014 (Foto JM)

A representante de um grupo de empresas responsável pela elaboração do atual Plano de Ordenamento Turístico da Madeira, a arquiteta Ana Lebre, faleceu, na primeira oitava, em Lisboa, vítima de doença.

Ana Lebre, que residia em Lisboa, foi uma arquiteta paisagística que também tem o nome associado ao novo plano de turismo para o Cabo Girão.

No ano transacto, por esta altura, a ex-secretária regional do Turismo, Transportes e Cultura, Conceição Estudante, fazia a apresentação pública do POT, na presença de Ana Lebre. Esta, na altura, afirmou, segundo se transcreve do então Jornal da Madeira, hoje JM,: “O trabalho foi a revisão de um POT com 12 anos, contribuindo com alguma inovação para se contextualizar com a realidade dos dias de hoje”. Uma proposta que aponta para as “40 mil camas, como valor de referência para toda a Região e em particular são 4.500 camas para o Porto Santo”, diferenciando esta proposta do POT anterior, elaborado em 2002, pela não referência a distribuição de camas por concelho, por ser melhor “para gerir o ritmo de crescimento”.
A porta voz do grupo concluiu que “sempre que o POT atinja os 90 por cento da sua execução, há a necessidade de o adaptar à realidade existente da época”, não havendo um prazo pré-estabelecido para este procedimento acontecer.
Ana Lebre abordou quatro principais programas estruturantes: percursos, requalificação do parque hoteleiro e patrimonial e o Porto Santo.
Sobre os percursos a arquiteta refere que devem ser geridos e diversificados, “pois a Madeira evoluiu muito, abrindo-se à Natureza e ao mar”.
Na requalificação do parque hoteleiro a proposta defende “medidas de apoio ou incentivos” com este objetivo, pois a Região “tem uma oferta qualificada, mas existe uma franja que precisa deste apoio”.
No que toca à requalificação patrimonial o objetivo é renovar e valorizar os imóveis que servem o setor turístico, associando-se a uma marca nova “As Casas da Madeira”.
Ana Lebre assume que “o Porto Santo em si deve ser encarado como um projeto global e estruturante, reorientando o produto principal: o sol e praia. A proposta define enquadramentos semelhantes aos da Madeira”.

À família enlutada, o FN endereça sentidas condolências.


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