“Somos uma comunidade de lesados com aquilo que se está a passar no BANIF. É uma autêntica vergonha e não vamos parar até ter os nossos direitos.”
É assim que se apresenta o grupo de lesados do Banif que já tornou públicas algumas das suas posições.
Por exemplo esta: “Existe um problema de supervisão e sem dúvida que estes problemas estão a sair muito caro para nós. Alguém dúvida que estes senhores, do banco de Portugal, estão a fazer um péssimo trabalho?”.
Ou esta: “Como é que Bruxelas achava que a integração do Banif na CGD constituía concorrência desleal, mas acha que já não constitui o Santander ser beneficiado quase de borla com um Banco em que escolhe os ativos (sobretudo a quota de mercado), deixando os tóxicos???”
Ou ainda esta: “Não se percebe. Gasta-se vários milhões injectados no “filet mignon” que o Santander compro… e nem se respeita as poupanças de quem investiu … foram poupanças nas obrigações subordinadas que supostamente estavam garantidas porque, pelo menos até 2017 o estado ia lá estar. Logo, estávamos garantidos. Qur aconteceu na prática? Zero. Roubaram-nos. Vamos buscar os nossos direitos.”
Ou aqueloutra: “Aguém aproveitou-se das fragilidades. Sim, é verdade. O banco tinha problemas, no entanto estava sob alçada do estado. Estava com reportes feitos semestraias a união europeia e também sob a vigilância apertada do banco de Portugal. Afinal que aconteceu?
Isto de dizerem que apenas havia duas alternativas é mentiroso. Atenção que apenas queremos respeitar os direitos de todos. Accionistas, obrigacionistas, trabalhadores e contribuintes. Sejam claros, membros do governo. Mostrem valores.
Na Grécia, com tanta bancarrota, não houve UM banco que tenha entrado em resolução.
Diziam que ia as coisas diferentes, que não iam ser meninos bem comportados da União Europeia? E então? Como podemos confiar. Como podem os emigrantes trazer as suas poupanças e fazer investimentos em Portugal? Como é que se aplica a devolução das obrigações subordinadas no Bes e no Banif, não? Preparem-se.”
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