A revéspera de Festa, 23 de dezembro, é dia de ir ao Mercado, comprar verduras, frutas e flores, mas a azáfama já não é o que era.
Este ano, as ruas periféricas ao Mercado dos Lavradores, no Funchal, voltaram a registar um número inferior de comerciantes e de bancas de produtos frescos e regionais, bem distinto de anos anteriores.

A razão, confidenciaram ao FN alguns comerciantes, terá a ver com os preços cobrados pela autarquia para ocupar a via pública. Para dois dias e meio e volume de negócio, o valor solicitado será excessivo e incomportável para a maioria dos vendedores.
Se no ano passado, os 80 euros fizeram mossa na contabilidade dos pequenos produtores, a tarifa deste ano foi mesmo para amargar, nada mais nada menos do que 150 euros, ou seja, um aumento de quase o dobro.

Deste modo, não é de espantar que a Rua Latino Coelho, tradicionalmente uma das artérias mais concorridas durante os três dias anteriores ao Natal, vivia esta manhã uma revéspera de mercado a meio gás, longe do “carrocel de cheiros e cores” de outras edições.
Pelo contrário, as operações de montagem das barracas de comes e bebes para esta Noite de Mercado começaram logo ao final da manhã, em primeiro lugar na Rua Fernão de Ornelas, artéria que ficou interrompida ao trânsito a partir das três da tarde.
Os restantes arruamentos estão fechados desde as 18h00, embora a instalação dos sistemas de cerveja de pressão estejam a ser montados desde o início da tarde, um pouco toda a zona, aguardando mais uma enchente de festeiros, sedentos de animação e bebida.

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