O mais potente telescópio do mundo será munido de tecnologia portuguesa

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Imagem: www.eso.org
Imagem: http://www.eso.org

O European Extremeley Large Telescope foi anunciado como  “o maior olho do mundo virado para o céu” e o início da sua construção será em janeiro. Este poderoso telescópio, capaz de produzir imagens 16 vezes melhores do que as do popular Hubble, terá a contribuição de duas empresas portuguesas: a CRITICAL Software e a ISQ.

Estas duas empresas portuguesas conseguiram assegurar contratos com o Observatório Europeu do Sul (ESO) para a primeira fase da construção do E-ELT, contratos estes que incluem a duração de três anos, com opção de extensão até nove e 10 anos, respetivamente, e com uma avaliação de 1,5 milhões de euros aproximadamente.

 A Sapo Tek avança que, segundo as tarefas previstas no contrato, a CRITICAL Software vai fazer a análise dos requisitos de software dos sistemas de controlo do telescópio, a preparação e execução de testes manuais e automáticos, entre outras.

O ISQ está responsável pela verificação de materiais, peças e produtos finais através de auditorias, vigilância, testes e inspeções independentes, no sentido de apoiar o ESO na Garantia da Qualidade da construção e montagem, junto dos fabricantes das estruturas e dos sistemas mais críticos.

As atividades de ambas, CRITICAL Software e ISQ, decorrerão nas fases de montagem, integração e verificação, em vários países europeus, no Brasil e no local de construção do E-ELT, no Cerro Amazones, uma montanha de cerca de 3.060 metros de altitude, no planalto desértico do Atacama, no Chile.

Este sofisticado telescópio terá um espelho principal de 39 metros de diâmetro e capacidade de recolher 13 vezes mais radiação do que os maiores telescópios óticos existentes. O E-ELT terá ainda a capacidade de corrigir os efeitos da distorção atmosférica, e produzir imagens 16 vezes mais nítidas do que o Telescópio Espacial Hubble.

Os registos adquiridos vão possibilitar à comunidade astronómica internacional analisar os maiores desafios científicos que até agora permanecem por explicar e outros que poderão surgir no processo.

Segundo o site do Observatório Europeu do Sul, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos do nosso tempo e será pioneiro num vasto número de assuntos, incluindo a procura de planetas extra-solares do tipo da Terra, que orbitem na chamada zona habitável da estrelas progenitora, zona onde será possível a existência de vida – o equivalente à procura do Santo Graal da astronomia observacional moderna. Efetuará igualmente “arqueologia estelar” em galáxias próximas, e dará contribuições fundamentais à cosmologia, medindo as propriedades das primeiras estrelas e galáxias e tentando desvendar a natureza da matéria escura e da energia escura. Para além de tudo isto, os astrónomos esperam ainda desvendar novas questões que irão certamente aparecendo com as novas descobertas do E-ELT.

Com o início da construção previsto para o início de 2016, o E-ELT vai demorar nove anos até ficar operacional, isto é, só em 2024 vai começar a fazer as suas primeiras observações.

 

 

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